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Política

'O que o STF quer esconder?', pergunta Deltan, sobre caso Master

Ministro Dias Toffoli retirou dados do sócio do banco, Daniel Vorcaro, da CPMI do INSS

Os ministros do STF Alexandre Moraes e Dias Toffoli; impeachment
Os ministros do STF Alexandre Moraes e Dias Toffoli | Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O ex-deputado federal Deltan Dallagnol (Novo-PR) comentou a decisão do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), da última sexta-feira, 12, quando determinou o recolhimento de todos os dados bancários e fiscais do de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que estavam em poder da CPMI do INSS.

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Os parlamentares da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que apura as fraudes contra aposentados no Instituto Nacional do Seguro Social não terão mais acesso às informações obtidas por meio de quebra de sigilo.

Segundo Toffoli, os documentos devem ser remetidos a Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado, até uma decisão definitiva no caso. A decisão do ministro atende parcialmente a pedido da defesa do banqueiro. Vorcaro foi preso em novembro depois de ser alvo da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal para investigar a concessão de créditos falsos pelo Banco Master, incluindo a tentativa de compra da instituição financeira pelo Banco Regional de Brasília (BRB), banco público ligado ao governo do Distrito Federal.

+ Parlamentares criticam decisão de Toffoli de retirar dados de Vorcaro da CPMI

Toffoli já tinha atendido a outro pedido de Vorcaro e colocou o processo sob sigilo. Essa decisão foi dada depois de ele pegar carona com um advogado do caso Master para assistir a um jogo do Palmeiras em Lima. O ministro do STF viajou em um jatinho do empresário e ex-senador Luiz Oswaldo Pastore, no qual estavam também o advogado Augusto Arruda Botelho, que atua no processo do Banco Master defendendo o diretor de compliance do Banco, Luiz Antônio Bull, e o ex-deputado Aldo Rebello.

Deltan diz que blindagem do Master pelo STF dificulta investigação

Deltan, em uma postagem no X, disse que ao blindar documentos centrais para uma investigação parlamentar, “o Supremo dificulta, se não impede, que a investigação do Congresso se aprofunde sobre o Banco Master”.

Em seguida, expôs a relação entre o Master e o ministro do STF, que deveria se declarar impedido para julgar o caso. “Vale lembrar a relação de Toffoli com o caso. Ele viajou em um jatinho com o advogado do Banco Master para a final da Libertadores. Sua esposa foi sócia de escritório que veio a defender o banco. Mesmo assim, não se declarou impedido e já tinha dado uma decisão puxando o caso pro Supremo e o transformando numa caixa-preta”, escreveu Deltan.

O ex-deputado também mencionou o contrato do Banco Master com Viviane Barci, mulher de Alexandre de Moraes, colega de STF de Toffoli. O contrato, considerado irreal na advocacia brasileira, tem valor total de R$ 129 milhões — são R$ 3,6 milhões por 36 meses. “O que o Supremo quer esconder? Tem mais informações comprometedoras como o contrato revelado nesta semana de 129 milhões de reais entre o Master e o escritório da esposa de Moraes, cujo objeto não foi ainda bem esclarecido?”

O senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da CPMI, disse que a decisão de Toffoli causa indignação. “Essa decisão não é apenas estranha. É grave. Sempre que se afasta de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito o acesso a documentos essenciais, enfraquece-se a investigação e amplia-se a desconfiança da sociedade sobre o que se tenta ocultar”, declarou, em nota.

Leia também: Ligações perigosas, artigo de Augusto Nunes e Carlo Cauti publicado na Edição 300 da Revista Oeste

7 comentários
  1. Moisés Fróes
    Moisés Fróes

    Na Lava Jato, quando a investigação chegou no AMIGO DO AMIGO DO MEU PAI-O TOFFOLI- O STF BAGUNÇOU ESSA OPERAÇÃO. AGORA, SE REPETE A HISTÓRIA, SÓ MUDA O NOME DA OPERAÇÃO, QUE HJ É “BANCO MASTER” , NOVAMENTE APARECE O AMIGO DO AMIGO DO MEU PAI; QUE É O TOFFOLI.

  2. CARLOS GUEDES
    CARLOS GUEDES

    As perguntas que não precisam ser respondidas são simples:
    POR QUE UM INDIVÍDUO NUMA CORTE SUPREMA (Gilmar, Tofolli et caterva) dão habeas corpus para bandidos, claramente envolvidos na roubalheira do INSS, para que não sejam convocados ou para ficarem calados na CPMI do INSS?
    POR QUE UM INDIVÍDUO NUMA CORTE SUPREMA (neste caso o Tofolli), coloca sigilo sobre dados de um corrupto, criminoso, ladrão como esse tal de VORCARO, imeidindo que a CPMI verifique o envolvimento dele no assalto aos aposentados?

    Possiveis respostas:
    – eles estão também envolvidos na roubalheira ou estão comprometidos com ela;
    – seus comparsas da quadrilha da qual eles também fazem parte estão envolvidos e precisam ser protegidos;
    – sabem que estão comprometidos com o assalto e querem evitar o que acabará sendo descoberto;
    – receberam “favores especiais” dos envolvidos e agora é hora para retibuirem;
    – querem apenas fazer a “justissa” prevalecer dentro de todos os cânones legais.

    Acho que a única que não corresponde a verdade é a última. As 4 anteriorres se confundem e se combinam.
    Pessoalmente não tenho qualquer dúvida que estão envolvidos até o pescoço.

  3. COLETTO ASSESSORIA EM SEGURANÇA DO TRABALHO LTDA
    COLETTO ASSESSORIA EM SEGURANÇA DO TRABALHO LTDA

    Pergunto = SERÁ QUE O STF NÃO ESTA COMPROMETIDO ???

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