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Política

'O que se escreve no Brasil é um verdadeiro capítulo inédito na história da resistência democrática', diz Gilmar sem citar EUA

Decano do STF foi o segundo a romper o silêncio, desde que o governo Trump emitiu críticas à atuação do Tribunal no processo de Bolsonaro

gilmar mendes
O ministro Gilmar Mendes, do STF, durante um evento | Foto: Reprodução/Agência Brasil

Nesta quinta-feira, 10, o decano do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, rompeu o silêncio, sobre a crítica que o governo Trump fez à atuação da Corte no julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro ao estabelecer um tarifaço ao Brasil.

Sem citar os Estados Unidos, contudo, Mendes disse que “o que se escreve no Brasil hoje é um verdadeiro capítulo inédito na história da resistência democrática”.

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“O que nenhuma outra democracia contemporânea enfrentou: uma tentativa de golpe de Estado em plena luz do dia, orquestrada e planejada por grupos extremistas que se valeram indevidamente da imunidade irrestrita das redes sociais”, disse no X. “Nenhuma outra Suprema Corte sofreu ataques tão virulentos à honra de seus magistrados, incluindo planos de assassinato arquitetados por facções de grupos eleitorais derrotados.”

Mendes se pronunciou depois de um post de Dino segundo o qual o STF garantia a soberania nacional.

Leia a nota completa de Gilmar Mendes

Encontro bilateral entre Donald Trump e Jair Bolsonaro, em 20 de junho de 2019
Da esquerda para a direita, os presidentes Donald Trump (EUA) e Jair Bolsonaro (Brasil), durante encontro do G20 no Japão – 28/6/2019| Foto: Alan Santos/PR

“As decisões judiciais e a conformação de direitos fundamentais no Estado democrático de direito são inerentemente responsivas aos riscos factuais de violação da ordem jurídica.

O que nenhuma outra democracia contemporânea enfrentou: uma tentativa de golpe de Estado em plena luz do dia, orquestrada e planejada por grupos extremistas que se valeram indevidamente da imunidade irrestrita das redes sociais.

Nenhum outro Parlamento nacional presenciou, atônito, uma campanha colossal de desinformação perpetrada por empresas de tecnologia que, com expedientes de mentiras e narrativas alarmistas, sabotaram o debate democrático sobre modernização dos marcos regulatórios.

Nenhuma outra Suprema Corte no mundo sofreu ataques tão virulentos à honra de seus magistrados, incluindo planos de assassinato arquitetados por facções de grupos eleitorais derrotados.

Essas singularidades definem o momento histórico da democracia combativa brasileira: quando a defesa irredutível de preceitos constitucionais se transforma em imperativo civilizatório diante de forças que ameaçam não apenas as instituições nacionais, mas o próprio conceito de Estado de Direito no século XXI.

O que se escreve no Brasil hoje é um verdadeiro capítulo inédito na história da resistência democrática”.

Leia também: “A Boba da Corte”, artigo de Augusto Nunes publicado na Edição 276 da Revista Oeste

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5 comentários
  1. Amaury G Feitosa
    Amaury G Feitosa

    Realmente os chefões do tráfico soltos “por engano”, o humilhantes e criminosos petardos “eleição não se ganha, se toma”, “perdeu Mané”, derrotamos o Bolsonarismo”, a farra com a grana e o rabo dos Manés com asa emendas paraLAMENTARMOS, os imorais e inconstitucionais salários dos magistrados, a ditadura dos três pôdres poderes e finalmente a desbragada e descarada roubalheira nas miseráveis aposentadorias dos idiotas que via lascado erário pagaremos a conta imoral e criminosa … sem dúvida dr. GilMAU uma bela estória e legado nossos netos terão … é cinismo demais !!!

  2. Jose Nélson Freitas
    Jose Nélson Freitas

    O que esse sujeito entende de democracia? Um sujeito sem nenhum escrúpulo

  3. Paulo Miranda
    Paulo Miranda

    A única resistência que conheço é a do chuveiro do banheiro.

  4. Luciana Costa
    Luciana Costa

    Beiçola, vai se tratar! Todos aí do çtf doentes! A quem vcs pensam que enganam? Uma tragédia essa composição atual do çtf!

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