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Política

Operação do Master com cunhada de Hugo Motta vira alvo do MP

Órgão quer que TCU investigue empréstimo de R$ 22 milhões

Hugo Motta promete avançar sobre escala 6x1
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), discursou nesta segunda-feira, na abertura do ano legislativo, e destacou a agenda de votações programadas para o semestre - Brasília (DF), 2/2/2026 | Foto: Fabio Rodrigues/Agência Brasil

O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (MPTCU) pediu abertura de investigação sobre um empréstimo de cerca de R$ 22 milhões concedido pelo Banco Master à empresária Bianca Medeiros, cunhada do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). As informações são da Folha de S.Paulo.

A representação ao TCU solicita que o tribunal apure se a operação envolveu recursos públicos, subsídios ou garantias oficiais, além de avaliar a atuação do Banco Central na supervisão do banco e do crédito liberado.

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O empréstimo foi contratado em março de 2024 para a compra de um terreno de mais de 400 hectares em João Pessoa (PB), onde está previsto um empreendimento imobiliário com instalação de fábrica de cimento.

Segundo o MPTCU, não há confirmação de uso de verba pública, mas os elementos já apontados levantam dúvidas sobre possível concessão favorecida, em razão da relação familiar com Hugo Motta.

Pedido de investigação contra cunhada de Hugo Motta inclui preservação de documentos e atuação do BC

Sede do Banco Master, em São Paulo | Foto: Divulgação/Banco Master
Sede do Banco Master, em São Paulo | Foto: Divulgação/Banco Master

A representação também pede que o TCU determine ao Banco Master a preservação de todos os documentos relacionados à operação. O órgão solicitou ainda que o Banco Central acompanhe o caso e informe ao tribunal eventuais medidas adotadas.

No documento, o subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado afirma que, caso sejam identificadas irregularidades, o TCU deve responsabilizar os envolvidos e adotar medidas para ressarcir possíveis danos aos cofres públicos.

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Em nota à Folha, Bianca Medeiros afirmou que sua família atua há décadas no empresariado da Paraíba e que o contrato foi firmado em condições usuais de mercado, com garantias compatíveis com o valor da operação.

“A escolha da instituição financeira decorreu exclusivamente de condições negociais e operacionais apresentadas à época da contratação”, afirmou.

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