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Política

Oposição anuncia coletiva sobre decisão que restringe impeachment de ministros do STF

Decano do STF estabeleceu que só a PGR pode começar o processo

Oposição Marinho
Líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN) I Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

A oposição no Congresso Nacional convocou, para as 16 horas desta quarta-feira, 3, uma coletiva de imprensa para tratar da decisão do decano do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, que restringiu o impeachment de ministros da Corte.

Conforme a direita, o ato de Mendes representa um “novo avanço do Poder Judiciário sobre competências do Legislativo”, gerando preocupação com o “equilíbrio institucional entre os Poderes”.

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Em linhas gerais, a medida estabelece que só a Procuradoria-Geral da República (PGR) pode dar início ao processo.

Na coletiva de hoje, o deputado Luciano Zucco (PL-RS) e o senador Rogério Marinho (PL-RN) vão detalhar providências que serão tomadas diante do que consideram uma “usurpação de competências exclusivas do Legislativo”.

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O grupo agora deve articular a votação de projetos que limitam o poder dos ministros do Supremo. Entre os projetos neste sentido, há o que prevê o fim das decisões monocráticas e a instituição de mandatos para ministros do STF.

Nota do líder da oposição sobre impeachment de ministro do STF

Em nota, o senador Rogério Marinho classificou a decisão como um “fato institucional de elevada gravidade”. Para ele, a liminar reduz a transparência sobre atos de ministros do Supremo e afasta a Corte dos mecanismos de responsabilização.

Segundo o líder da oposição, o país vive um “processo contínuo e preocupante de hipertrofia do Poder Judiciário, que, sob o pretexto de ‘defesa da democracia’, avança sem limites sobre competências dos demais Poderes”. Ele também reforçou que tal “blindagem” é incompatível com o Estado de Direito e a Constituição.

“O presidente da República só assume o cargo após conquistar a maioria absoluta dos votos válidos de mais de 155 milhões de brasileiros”, disse Rogério Marinho. “Já um ministro do STF, que decide diariamente sobre a vida política, econômica e social do país, não recebeu um único voto popular.”

O senador do PL afirmou que o Congresso tem o “dever constitucional” de restabelecer o equilíbrio das instituições.

Leia também: “Togas fora da lei”, reportagem publicada na Edição 245 da Revista Oeste

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