O incêndio que atingiu um dos pavilhões da COP30, em Belém (PA), desencadeou uma forte reação da oposição no Congresso. Deputados criticaram a organização do evento e responsabilizaram o governo Lula pela falha de segurança, que levou à evacuação da área mais sensível da conferência, a Blue Zone, onde se reúnem delegações, negociadores e ministros.
O episódio ocorreu na tarde de quinta-feira 21 e mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros e agentes de segurança da ONU. O fogo foi controlado em cerca de seis minutos, mas a fumaça se espalhou por diversos ambientes internos e contaminou o sistema de refrigeração.
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O presidente da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (Credn), deputado Filipe Barros (PL-PR), definiu o “fogo na COP da Amazônia” como uma “vergonha internacional”.
“É outro fiasco gigantesco do governo do PT – que, aliás, tirou R$ 1 bilhão dos cofres públicos para gastar no evento”, declarou. “O incêndio de hoje é o símbolo máximo de como Lula faz a soberania do País virar cinzas.”
O vice-líder da oposição, deputado Sanderson (PL-RS), afirmou que o incêndio evidencia o colapso da organização: “A falta de planejamento e responsabilidade da gestão Lula transformou a COP30 em símbolo de incompetência”. “Bilhões gastos e estrutura insuficiente”, disse.
Rodrigo Valadares (União-SE) reforçou que “esse episódio mostra o que já sabemos: quando o PT organiza, o resultado é bagunça, improviso e vergonha internacional”.
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O deputado Rodolfo Nogueira (PL-MS) atribuiu o incêndio à falta de preparo do Executivo: “Gastaram bilhões e nem sequer garantiram a segurança básica”. “A incompetência virou política oficial”, frisou.
Para Coronel Tadeu (PL-SP), o governo expôs o país ao ridículo: “Prometeram ao mundo uma grande conferência, mas entregaram caos. Se nem um evento dessa magnitude conseguem organizar, imagine o resto do país.”
Para o deputado Capitão Alberto Neto (PL-AM), o caso revela ausência de gestão. “É mais uma prova de que o Brasil precisa voltar a ter governo de verdade, com responsabilidade e planejamento — e não espetáculo vazio”, destacou.
Atendimento médico na COP30
De acordo com o Centro Integrado de Operações Conjuntas da Saúde (Ciocs), responsável pela assistência médica da COP30, 21 pessoas receberam atendimento após o incidente:
- 19 casos de inalação de fumaça;
- 2 casos de crises de ansiedade.
Não houve caso de queimados. Além disso, 16 pessoas receberam alta na própria Blue Zone; outras seguem em acompanhamento em unidades de saúde de Belém.
A ONU e o governo brasileiro informaram que a Blue Zone passou por inspeção completa e foi reaberta às 20h40 da noite de quinta. A área diretamente atingida continuará isolada até o fim da conferência.




































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