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Política

'Padre de Osasco' pede arquivamento de inquérito sobre suposto plano golpista

Responsável pela defesa, advogado Miguel Vidigal argumenta que o religioso não foi denunciado ao STF e julgamento já foi finalizado

Padre José Eduardo de Oliveira
O padre José Eduardo de Oliveira foi indiciado pela PF, mas não foi denunciado pela PGR | Foto: Reprodução/Facebook

O religioso José Eduardo de Oliveira e Silva, mais conhecido como Padre de Osasco, pediu o arquivamento do inquérito que investigou o suposto plano de golpe depois das eleições de 2022. A manifestação foi encaminhada ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira, 9.

Em novembro de 2024, o Padre de Osasco chegou a ser indiciado pela Polícia Federal (PF) por participação do chamado “núcleo jurídico” da suposta trama golpista no país. O ministro Alexandre de Moraes, relator do processo, deve analisar o pedido.

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De acordo com as investigações, o religioso teria participado de reuniões no Palácio do Planalto em 2022, quando teria elaborado documentos que fundamentariam o suposto plano de golpe. Apesar de ter sido indiciado pela PF, a Procuradoria-Geral da República (PGR) não apresentou denúncia contra o religioso ao STF.

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Na manifestação, o advogado Miguel Vidigal, responsável pela defesa do padre, alega que o então investigado sempre colaborou com as autoridades e atuou apenas no âmbito religioso. Também diz que o pároco sofreu “calúnias e inverdades por meio de determinados canais de comunicação e de parte da opinião pública” durante as investigações.

Defesa sustenta inocência de “Padre de Osasco”

À Justiça, Vidigal argumenta que não existem provas que comprovem a participação do Padre de Osasco no suposto plano de golpe. Segundo o advogado, o julgamento dos núcleos denunciados pela PGR já foi concluído no STF e, por isso, não há justificativa para continuidade do processo.

“Há, portanto, um evidente excesso de prazo e um constrangimento ilegal em face do peticionante [padre]“, diz Miguel Vidigal.

Conforme o documento apresentado pelo advogado, o padre “permanece como investigado em um inquérito que, sem que ele mesmo tenha sido denunciado, já se transformou em denúncia e posterior processo e praticamente já teve todas as suas circunstâncias analisadas, seja pelo Ministério Público, seja pelas sentenças exaradas por este juízo”.

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