Panelaço da esquerda é contido por barreira bolsonarista

Apoiadores do presidente vencem disputa nas redes e #JairNaoCaiNemAPau é a hashtag líder no segmento político neste domingo
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Presidente da Câmara não quer saber do impeachment de Bolsonaro | Foto: José Cruz/Agência Brasil
Presidente da Câmara não quer saber do impeachment de Bolsonaro | Foto: José Cruz/Agência Brasil

Apoiadores do presidente vencem disputa nas redes e #JairNaoCaiNemAPau é a hashtag líder no segmento político neste domingo

Bolsonaro livre do impeachment

O presidente Jair Bolsonaro completou 65 anos neste sábado, 21, e foi alvo de mais um panelaço da oposição — o quarto em uma semana —, que decidiu protestar contra o chefe do Executivo enquanto ele comemorava o aniversário ao lado de amigos e familiares. Contudo, a tentativa da esquerda de mobilizar as redes sociais foi malsucedida. “Daqui a dois dias, terá uma festa aqui em casa. Atenção, imprensa, vai ter uma festa aqui em casa, de aniversário. Eu, minha esposa e minhas duas filhas. Ou será que estou proibido de fazer essa festinha em casa?”, declarou Bolsonaro na quinta-feira, 19.

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A fala causou alvoroço nas trincheiras esquerdistas, que acionaram suas tropas no WhatsApp e nas redes sociais para promover um novo panelaço. A justificativa: é um absurdo o presidente da República comemorar o próprio aniversário em meio à pandemia de coronavírus — Bolsonaro já fez dois exames que testaram negativo para a covid-19. Oeste monitorou que o movimento dos adversários do Planalto foi percebido dias antes pelos apoiadores do Executivo, que reforçaram a contraofensiva já preparada desde terça-feira, 19, quando Bolsonaro mencionou a festa de aniversário pela primeira vez.

Desempenho bolsonarista

Os dois dias de antecedência à mobilização da esquerda garantiram aos bolsonaristas uma defesa mais forte. Com três hashtags, eles ocuparam a primeira posição dos trending topics do Twitter: a primeira, “ParabensPresidenteBolsonaro”, surgiu na terça-feira e ocupou o primeiro lugar quando a festa de aniversário foi confirmada, na quinta; a segunda, “HappyBirthdayBolsonaro”, dominou o dia de ontem, ao ocupar o páreo por seis horas e ter 91 mil menções; a terceira, iniciada neste domingo, dia 22, “JairNaoCaiNemAPau”, já está no primeiro lugar com 30 mil reações. Por ora, a esquerda não reagiu.

Confira:

O desempenho dos bolsonaristas no Facebook vem em segundo lugar. Os maiores engajamentos foram capitaneados por dois filhos do presidente e apoiadores. Na página de Eduardo Bolsonaro, uma postagem teve 37 mil reações, 832 compartilhamentos e 4,1 mil comentários. Na de Flávio Bolsonaro, publicação semelhante conseguiu 16 mil reações, 7.885 compartilhamentos e 1,5 mil comentários. A ativista Sara Winter, simpática ao governo, conseguiu 1,1 mil reações, 83 compartilhamentos e 127 comentários. No Instagram, as mesmas hashtags do Twitter não causaram tanto engajamento. Oeste monitorou que passaram além de 100 menções.

No Google, o termo “Aniversario Bolsonaro” foi o 15° mais pesquisado em todo o Brasil. Entre as cidades mais interessadas no assunto estão Salvador, Recife, Porto Alegre, Santos e São Paulo. O termo “panelaço” também aguçou a curiosidade dos brasileiros, porém, as buscas relacionadas foram pró-governo, como, por exemplo, “panelaço a favor” e “panelaço por Bolsonaro”.

Engajamento da oposição

Em comparação, as hashtags da esquerda tiveram bem menos engajamento do que as promovidas contra o governo dias antes, quando os adversários do Planalto tiveram mais tempo para preparar o ataque (a base do presidente se mobilizou em cima da hora) — “ForaBolsonaro”, por exemplo, conseguiu 156 mil interações. “AcabouBolsonaro”, levantada na quinta-feira, 19, ficou por pouco tempo entre os assuntos mais comentados do Twitter e sequer atingiu as posições mais altas. A que teve melhor desempenho foi #PanelaçoDeAniversario, que, com 45 mil interações, ficou na segunda posição neste sábado, mas sem ultrapassar #HappyBirthdayBolsonaro.

No sábado 21, houve registros de manifestações contra o presidente em bairros paulistanos de classe média alta como Jardins, Higienópolis, Itaim Bibi e Vila Madalena. No Rio de Janeiro, panelas foram batidas em Copacabana, Leblon, Botafogo e Gávea. Panelaços não foram registrados em bairros populares, nem nas periferias.

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2 comentários Ver comentários

  1. Concordam que em grande parte, estas manifestações contrárias ao Presidente foi devido à péssima divulgação sobro o Corona vírus pela imprensa?
    Concordo que algumas falas do presidente são impróprias para o momento, mas partir para o ataque e desrespeito por causa delas….
    Por favor, Augusto Nunes não deixe de mostrar sempre como você já o fez este ataques exagerados e desrespeitosos contra o poder Executivo.

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