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Política

Papudinha impõe sigilo a profissionais da saúde escalados para atender Bolsonaro

Na semana passada, o ex-vereador Carlos Bolsonaro classificou como 'inacreditáveis' as condições em que estariam Anderson Torres, Silvinei Vasques e o ex-presidente

Cirurgia do ex-presidente Jair Bolsonaro durou mais de três horas | Foto: Reprodução/Instagram
A transferência de Bolsonaro para a Papudinha foi determinada por Moraes no dia 15 de janeiro | Foto: Reprodução/Instagram

Profissionais de saúde designados para atender o ex-presidente Jair Bolsonaro no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha, deverão seguir normas rigorosas de segurança e manter sigilo absoluto sobre as informações do paciente.

Segundo o Memorando n° 01/2026, expedido na sexta-feira 23 pelo comandante em exercício, major Marlos Lourenço de Oliveira, médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e outros integrantes da equipe de saúde passarão por scanner corporal e revista, procedimentos realizados pela equipe do 19º BPM.

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O documento foi obtido pelo jornal Metrópoles e divulgado nesta segunda-feira, 26.

Além dos procedimentos de segurança, os profissionais terão de assinar um termo de responsabilidade, confidencialidade e sigilo, que reforça o comprometimento com a proteção de dados e informações sensíveis relacionadas ao atendimento, conforme estabelecido pelo batalhão.

O comando da Papudinha também veta a entrada de armas de fogo, objetos perfurocortantes fora de situações de emergência — como facas e soco inglês — e de itens que representem ameaça à segurança institucional.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a transferência de Bolsonaro para a Papudinha no dia 15 de janeiro. A decisão judicial exige garantia de atendimento médico contínuo ao ex-presidente durante o período em que permanecer sob custódia na unidade.

Situação de Bolsonaro

Na semana passada, o ex-vereador Carlos Bolsonaro visitou o Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília e classificou como “inacreditáveis” as condições em que estariam Anderson Torres, Silvinei Vasques e o ex-presidente Jair Bolsonaro.

De acordo com ele, os três dividem espaço com criminosos de “alta periculosidade”, como estupradores e sequestradores.

“É inacreditável ver o estado do ministro da Justiça Anderson Torres, de Silvinei Vasques e do meu pai”, escreveu Carlos Bolsonaro na rede social X. Segundo ele, trata-se de uma situação “humanamente impossível de aceitar como normal”.

Depois da visita, Carlos seguiu para a Caminhada pela Justiça e Liberdade, mobilização liderada pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG).

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2 comentários
  1. Augusto de Resende Filho
    Augusto de Resende Filho

    Sobrevivência politica e manutenção do Poder, regem as regras básicas.

  2. Augusto de Resende Filho
    Augusto de Resende Filho

    O sistema penitenciário do Brasil, nao age da mesma maneira com traficantes, estelionatários, estupradores e homicidas.

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