Um levantamento do Instituto Paraná Pesquisas encomendado pela Rádio Bandeirantes e divulgado nesta terça-feira, 31, mostra que 77,2% dos eleitores defendem a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos. O apoio massivo à medida atravessa todos os recortes sociais, incluindo diferentes gêneros, níveis de escolaridade e faixas etárias.
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Os dados detalhados pelo programa Jornal Gente mostram que apenas 18,1% dos consultados se posicionam de forma contrária à alteração, enquanto 4,7% preferiram não opinar. Entre os jovens de 16 a 24 anos, o suporte à proposta atinge 69,2%, saltando para índices superiores a 80% na parcela da população entre 35 e 59 anos. Os homens lideram o entusiasmo pela reforma, com 79,2% de aprovação, seguidos pelas mulheres, com 75,4%.
O abismo entre as ruas e o Congresso
Apesar do clamor popular, o Legislativo federal mantém as propostas de alteração em compasso de espera há cerca de 30 anos. A Câmara dos Deputados chegou a chancelar um texto anteriormente, mas a matéria travou logo que alcançou o Senado, onde permanece retida na Comissão de Constituição e Justiça. Históricos de tentativas frustradas marcam o tema, como ocorreu com o projeto de 2014 focado em crimes hediondos, rejeitado pela mesma comissão na época.
Uma consulta realizada pela Band com 95 deputados federais reforça a inclinação do Parlamento em favor da medida: 79 parlamentares se declararam favoráveis, contra apenas 16 opositores. O deputado Mendonça Filho (União-PE), relator de um texto recente sobre o assunto, sustenta que a preservação da regra atual serve para “cultivar e promover a impunidade”.
Resistência governista e embates ideológicos
A base de apoio ao governo atua para barrar o avanço da pauta no Congresso. O deputado Rogério Correia (PT-MG) defende a ideia de que o foco da segurança pública deveria recair sobre as lideranças do crime organizado, e não sobre a idade penal. Segundo o parlamentar, a redução não solucionaria os gargalos da criminalidade nacional.
Com a conclusão do período de coleta de dados, de 27 a 30 de março, o Paraná Pesquisas ouviu 2.060 eleitores em todas as unidades da Federação. A margem de erro do estudo é de 2,2 pontos porcentuais.
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Com a redução da maioridade penal, a criminalidade vai diminuir bastante. Oxalá isso aconteça. Cruzando os dedos.
O CERTO SERIA FAZER COMO NA ARGENTINA , QUE AGORA É 14 ANOS !