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Economia

CNI prevê alta média de mais de 6% nos preços com jornada de 40 horas semanais

O levantamento considera que a contratação de novos funcionários compensaria apenas parcialmente a diminuição das horas trabalhadas

CNI FGC: dinheiro extra para proteger o sistema financeiro | Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo
A confederação ressalta a necessidade de um debate mais detalhado no Legislativo, sugerindo que a análise do tema ocorra apenas depois das eleições, para evitar influências eleitorais | Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo

A possível redução da jornada semanal de trabalho para 40 horas pode provocar um aumento médio de 6,2% nos preços ao consumidor, de acordo com estimativa apresentada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta quarta-feira, 1º. O levantamento considera que a contratação de novos funcionários compensaria apenas parcialmente a diminuição das horas trabalhadas.

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Segundo a CNI, mesmo com novas admissões, a recomposição total das horas não seria atingida, o que resultaria em elevação do custo da hora de trabalho e, consequentemente, repasses de preços em toda a cadeia produtiva. A entidade revela que a indústria seria a área mais afetada, com previsão de queda de 4,34% nas horas trabalhadas.

Setores mais afetados e impacto nos preços

O comércio aparece logo depois, podendo registrar redução de 4,03% nas horas, seguido dos setores de serviços (-2,44%), construção civil (-2,04%) e agropecuária (-1,70%). O presidente da CNI, Ricardo Alban, fez um alerta.

“A consequência da elevação do custo do trabalho será o aumento generalizado dos preços da economia e afetará a vida de todos os brasileiros”, afirmou Alban. “As empresas não enfrentarão apenas o aumento do custo direto com mão de obra, mas os insumos também deverão ter seus preços reajustados.”

A CNI ressalta a necessidade de um debate mais detalhado no Legislativo e sugere que a análise do tema ocorra apenas depois das eleições, para evitar influências eleitorais. “A discussão da escala 6×1 é legítima e necessária, mas qualquer decisão dessa dimensão deve levar em conta a avaliação de impacto e seus efeitos econômicos”, disse Alban. “A produtividade no Brasil ainda está muito aquém da de países semelhantes e há escassez de mão de obra. Por isso, ainda não é hora de reduzir a escala.”

Leia também: “Punição excessiva e impagável”, artigo de Rachel Díaz na Edição 315 da Revista Oeste

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