O Partido Missão voltou às ruas de São Paulo para protestar contra o Banco Master. Desde as 18h desta quinta-feira, 5, milhares de pessoas estão reunidas em frente à sede da instituição financeira, na Rua Elvira Ferraz, no Itaim Bibi, bairro localizado na zona oeste da capital. O ato dá continuidade à mobilização iniciada no fim de janeiro, quando o grupo promoveu o primeiro protesto contra o banco.
As manifestações têm como pano de fundo o escândalo do Banco Master, que monopolizou o debate público depois de ser liquidado pelo Banco Central. A instituição financeira é acusada de irregularidades financeiras, gestão temerária e possíveis conexões com autoridades do alto escalão do Judiciário.
Receba nossas atualizações
“Estamos diante de um dos maiores escândalos de fraude bancária recentes e, em vez de transparência, o que vimos foi a imposição de sigilo pelo ministro Dias Toffoli”, disse o deputado federal Kim Kataguiri. “O que estão tentando esconder? Se as denúncias se confirmarem, Daniel Vorcaro, ex-presidente do banco, precisa ser preso e condenado. Enquanto houver dúvidas e tentativas de blindagem, a pressão vai continuar, inclusive pelo impeachment do ministro.”
+ Leia mais notícias de Política em Oeste
Presidente do Missão, Renan Santos afirmou que o ato desta quinta-feira é uma forma de pressionar as autoridades pelo avanço das investigações. “Há muitas pessoas do mercado financeiro participando da manifestação”, disse. “O objetivo é criar um clima para, na próxima semana, organizarmos outra manifestação e criarmos esse efeito em cadeia.” A avaliação do dirigente partidário é que a participação de agentes do mercado financeiro amplia o alcance do protesto e reforça a narrativa de que o caso extrapola disputas ideológicas.
Durante o ato, a vereadora paulistana Amanda Vettorazzo reforçou o objetivo da manifestação. “O que queremos é bastante simples: uma investigação transparente e independente por parte da Polícia Federal”, afirmou. “Sem interferências de ministro suspeito. Por isso, estamos mais uma vez aqui, em frente ao Banco Master, para que o maior escândalo da história do Brasil não termine em pizza.”
Entenda o escândalo do Banco Master
O Banco Master ganhou projeção nacional depois de entrar no radar de autoridades financeiras e órgãos de investigação por suspeitas de fraudes, gestão temerária e operações financeiras irregulares. Reportagens mostram que cerca de R$ 12 bilhões em operações são considerados suspeitos, principalmente em negociações de carteiras de crédito e movimentações sem lastro claramente identificado.
Além disso, o episódio pode resultar em um dos maiores acionamentos da história do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Embora o limite de cobertura seja de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição, estimativas mostram que, somados os ressarcimentos a milhares de investidores, o fundo poderá desembolsar mais de R$ 40 bilhões em aplicações como CDBs e outros títulos emitidos pelo banco.
A controvérsia se intensificou a partir do momento em que o escândalo chegou ao STF. Relator do caso, o ministro Dias Toffoli impôs sigilo sobre partes relevantes do processo, incluindo informações relacionadas às apurações e às movimentações financeiras do banco.
Leia também: “Os tentáculos do Master”, reportagem de Carlo Cauti publicado na Edição 305 da Revista Oeste
Uma informação importante a reportagem “esqueceu” de citar, para alertar oe menos informados: PARTIDO MISSÃO = MBL