PF aumenta esquema de proteção a presidenciáveis

A mobilização mais agressiva pelas redes sociais é um dos motivos de preocupação
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A sede da Polícia Federal em Brasília, centro de coordenação dos trabalhos na campanha eleitoral | Foto: Afonso Marangoni/Revista Oeste
A sede da Polícia Federal em Brasília, centro de coordenação dos trabalhos na campanha eleitoral | Foto: Afonso Marangoni/Revista Oeste

A Polícia Federal (PF) reforçou o esquema de segurança dos candidatos à Presidência da República nas eleições de 2 de outubro. A principal preocupação é o ambiente tenso que vai se consolidando entre partidários do presidente Jair Bolsonaro (PL), atingido com uma facada na disputa de 2018, e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

A PF vai analisar cada campanha, para identificar possíveis riscos, e definir tipo e tamanho da equipe a ser acionada, num nível de risco de 1 a 5. Mais de 300 policiais deverão participar.

PF avisada com antecedência

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Os candidatos terão de informar suas agendas com 48 horas de antecedência. Uma instrução normativa da PF determina que os presidenciáveis apresentarão um “relato circunstanciado de eventuais situações críticas ou relacionadas à campanha eleitoral que ensejam um maior risco”. Se enxergar algum problema, a PF poderá desaconselhar a ida a um compromisso.

“Sendo verificado risco de ameaças concretas e contemporâneas ao período em que a proteção estiver sendo prestada, o candidato que se expuser espontaneamente aos riscos assumirá a responsabilidade dos fatos decorrentes.” O fato de as redes sociais aumentarem a mobilização de apoiadores e adversários é vista como sinal da necessidade de mais atenção à segurança. A PF recebeu mais de 70 carros blindados para essas ações de segurança dos candidatos. ​

Os presidenciáveis têm direito à proteção desde que a candidatura é oficializada em convenção partidária, em julho e agosto. Eles também podem montar esquema privado. A coordenação das equipes da PF ficará com delegados experientes nesse tipo de atividade. Nesta segunda-feira (2), a PF iniciará um curso básico de proteção à pessoa, formando mais 80 policiais para o trabalho no processo eleitoral.

 

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