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Política

PF expõe engrenagem de suposto esquema de desvio de emendas parlamentares

Decisão do ministro Flávio Dino detalha funcionamento, divisão de tarefas e indícios apontados pela investigação da corporação

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Congresso Nacional, em Brasília | Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo

Lavagem de dinheiro, uso de empresas de fachada e divisão de tarefas entre núcleos político e financeiro. Essa é a estrutura que a Polícia Federal (PF) descobriu sobre suposto desvio de emendas parlamentares.

O funcionamento consta na decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que levantou sigilos depois de autorizar operação da PF contra o ex-senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) e seus filhos, o ex-prefeito de Petrolina (PE) Miguel Coelho e o deputado federal Fernando Coelho Filho (União-PE).

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Na investigação, que ficou pública nesta quarta-feira, 25, a PF viu indícios de direcionamento de licitações financiadas com recursos públicos. Companhias previamente selecionadas teriam sido favorecidas em processos de licitação, mediante simulação de concorrência e ajustes combinados entre os envolvidos.

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A PF afirma que o grupo atuava de “maneira estruturada”. De acordo com a corporação, haveria um núcleo responsável pela articulação política e pela destinação das emendas, outro encarregado da formalização dos contratos e um terceiro voltado à movimentação financeira dos valores obtidos com as contratações sob suspeita.

Ainda segundo a PF, esses recursos públicos teriam sido posteriormente fragmentados e transferidos a diferentes destinatários, estratégia que buscaria ocultar a origem do dinheiro e dificultar seu rastreamento.

Decisão de Dino sobre as emendas parlamentares

Ao fundamentar as medidas cautelares, Dino afirmou haver “indícios suficientes” de atuação coordenada e autorizou o cumprimento de mandados de busca e apreensão, além da quebra de sigilos bancário, fiscal e telemático dos investigados. O ministro também determinou o bloqueio de bens e valores vinculados ao suposto esquema que envolve emendas parlamentares, com o objetivo de preservar provas e evitar a dissipação de recursos.

Leia também: “Desunidos de toga”, reportagem publicada na Edição 310 da Revista Oeste

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