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Política

PF investiga suspeita de grampo ilegal em 30 mil gravações da Lava Jato

A perícia, autorizada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), limita-se à análise dos logs de uso do sistema, impedindo o acesso ao conteúdo das conversas

Lava Jato - Inss - Comando Vermelho Agentes da Polícia Federal fazem operação | Foto: Reprodução/Agência Brasil
Agentes da Polícia Federal | Foto: Reprodução/Agência Brasil

Um aparelho de gravações telefônicas utilizado pela força-tarefa da Lava Jato em Curitiba está sob perícia da Polícia Federal, que busca esclarecer suspeitas de escutas ilegais realizadas sem autorização judicial. O equipamento, modelo Vocale R3, foi usado entre 2016 e 2020 durante momentos decisivos da operação.

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A perícia, autorizada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), limita-se à análise dos logs de uso do sistema, impedindo o acesso ao conteúdo das conversas. Os peritos investigam quem operou o equipamento, se arquivos foram apagados ou transferidos para a nuvem e quais pessoas tiveram acesso às gravações.

Foco na gestão e armazenamento das gravações da Lava Jato

No voto, o ministro Salomão explicou que “a perícia requerida pela autoridade policial não está direcionada ao conteúdo dos diálogos que foram gravados, mas como esse material foi armazenado, quem eram os responsáveis pela gestão do equipamento e quem teve acesso às gravações”.

O período de funcionamento do Vocale R3 abrangeu acontecimentos como o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, a divulgação da “lista de Fachin”, a prisão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a eleição de Jair Bolsonaro (PL). A desativação só ocorreu em 2020, depois das revelações da “Vaza Jato” e do fim da força-tarefa, sob comando de Augusto Aras na Procuradoria-Geral da República.

Obstáculos e atrasos na perícia

A Polícia Federal enfrentou obstáculos para obter o aparelho, que ficou sob responsabilidade da Corregedoria do Ministério Público Federal em Brasília. O pedido de acesso foi feito em janeiro de 2024, mas só houve entrega depois de ameaça de busca e apreensão, ao que a PF chamou de “condutas procrastinatórias”.

O debate sobre a competência para julgar o caso provocou um atraso de cerca de um ano e meio na realização da perícia. O aparelho havia sido adquirido pela então procuradora-chefe com o objetivo de garantir segurança institucional, diante de ameaças recebidas por procuradores e suas famílias.

As investigações também revelaram que nenhuma gravação foi ouvida, acessada ou utilizada, afastando suspeitas de crime ou violação de direitos no uso do sistema.

Leia também: “A anistia inevitável”, artigo de Augusto Nunes e Branca Nunes publicado na Edição 255 da Revista Oeste

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1 comentário
  1. PCC
    PCC

    Essa PF deveria investigar é o trafico de drogas e armas na nossa fronteira, mas isso é muito arriscado, melhor deixar quieto, ou quem sabe a roubalheira do PT?
    Fica aí a dica.

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