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Política

PGR pede encerramento de inquérito sobre dinheiro na cueca de senador

Para Paulo Gonet, não há elementos que apontem para ilegalidade de montante encontrado com Chico Rodrigues (PSB)

Senador Chico Rodrigues, vice-presidente da frente parlamentar ligada à entidade investigada, foi flagrado com dinheiro na cueca em 2020 | Foto: Pedro França/Agência Câmara
Senador Chico Rodrigues, vice-presidente da frente parlamentar ligada à entidade investigada por fraude no INSS, foi flagrado com dinheiro na cueca em 2020 | Foto: Pedro França/Agência Câmara

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, solicitou ao Supremo Tribunal Federal o arquivamento do inquérito que apura a apreensão de dinheiro em espécie com o senador Chico Rodrigues (PSB-RR). Em 2020, o parlamentar foi flagrado pela Polícia Federal (PF) com mais de R$ 30 mil na cueca. Para a PGR, não surgiram elementos suficientes que indiquem origem criminosa dos valores encontrados durante a operação.

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A manifestação foi encaminhada ao ministro Flávio Dino, relator do caso no STF, em 28 de dezembro. No entendimento de Gonet, a inexistência de prova sobre a procedência ilegal impede o enquadramento do episódio como lavagem de dinheiro.

Segundo o documento, o local em que o dinheiro estava não sustenta acusação penal. “Não se logrou demonstrar a proveniência ilícita do numerário”, afirmou Gonet ao tratar dos valores apreendidos durante as diligências realizadas em outubro de 2020.

Parte do caso sobre o senador segue em apuração

O pedido apresentado pela PGR não encerra todas as frentes da investigação. Gonet defendeu o envio de parte dos autos à Justiça Federal de Roraima para análise de outros fatos, entre eles a suspeita de direcionamento de contratações emergenciais na área da saúde, com possíveis indícios de superfaturamento e peculato.

No texto encaminhado ao STF, o procurador-geral também afastou a tese de obstrução das investigações. Para ele, a ocultação do dinheiro, isoladamente, não caracteriza esse crime. “Tampouco se formaram elementos suficientes para caracterizar o crime de embaraço à investigação de organização criminosa”, registrou.

A apuração teve origem em uma operação da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União contra desvios de recursos destinados ao enfrentamento da pandemia da Covid-19 em Roraima. Em 2021, a corporação indiciou Rodrigues sob suspeita de envolvimento em irregularidades com recursos públicos. O parlamentar nega envolvimento em práticas ilegais.

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