publicidade
Política

PGR rejeita pedido para extinguir pena de Mauro Cid

Órgão afirma que período de medidas cautelares não conta para detração

Tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) | Foto: Lula Marques/Agência Brasil
Tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) | Foto: Lula Marques/Agência Brasil

A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou, nesta terça-feira, 18, contra o pedido de extinção da pena do tenente-coronel Mauro Cid na ação penal sobre a suposta tentativa de golpe de Estado. No mesmo parecer, a PGR pediu que a defesa informe se o militar deseja ingressar no Programa Federal de Assistência a Vítimas e Testemunhas Ameaçadas.

Em 3 de novembro, a defesa do ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro pediu o reconhecimento da extinção da punibilidade. Argumentou que a pena estaria cumprida ao considerar o período em que Cid ficou sob medidas cautelares.

Receba nossas atualizações

+ Leia mais notícias de Política em Oeste

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que “é essencial, para o reconhecimento da detração, que haja efetiva restrição da liberdade de locomoção do apenado”. Ele destacou, no entanto, que a Corte entende que medidas cautelares diversas da prisão não reduzem a pena.

A PGR defendeu o cumprimento regular da pena depois da detração do período de prisão preventiva. O relator deve decidir sobre o tema.

STF condenou Mauro Cid a 2 anos em regime aberto

Por causa do acordo de delação premiada, Cid foi condenado a dois anos de prisão, em regime aberto, sem tornozeleira eletrônica. A ação contra o ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro se encerrou em 29 de outubro.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou o início do cumprimento da pena e fixou restrições, como comparecimento semanal em juízo e recolhimento domiciliar noturno.

Leia também: “PF sugere inclusão de Mauro Cid e familiares em programa de proteção de testemunhas”

Na semana passada, a Polícia Federal sugeriu incluir Cid e familiares no programa de proteção a testemunhas. Moraes, por sua vez, autorizou o órgão a adotar medidas para garantir a segurança do militar e de seus familiares.

Sobre esse tema, Gonet também se manifestou. “No que concerne à inclusão de Mauro Cesar Barbosa Cid e seus familiares no Programa Federal de Assistência a Vítimas e Testemunhas Ameaçadas, a Procuradoria-Geral da República opina pela intimação da defesa, para eventual manifestação de interesse”, afirmou.

Leia também:

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.
Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.