Planalto considera ‘ato midiático’ cobrança de SP sobre lote extra da Coronavac

Diretor do Butantan insiste que precisa da resposta porque já há negociações com os países vizinhos, como a Argentina
-Publicidade-
CoronaVac é produzida pela chinesa Sinovac em parceria com o Butantan
CoronaVac é produzida pela chinesa Sinovac em parceria com o Butantan | Foto: Governo do Estado de SP

O Palácio do Planalto reagiu às declarações do Butantan de que, se a União não sinalizar até o fim desta semana que vai adquirir um lote de 54 milhões de doses da vacina CoronaVac, o instituto vai exportar os imunizantes.

Em nota, a Secretaria Especial de Comunicação Social e o Ministério da Saúde dizem que “o ato midiático” do governo de São Paulo “promove a desinformação, a divisão e a politização da saúde pública do povo brasileiro”.

Leia mais: “Governo de SP garante que reabrirá as escolas em fevereiro”

-Publicidade-

O documento divulgado na quarta-feira 28 destaca ainda que as afirmações do governo Doria e do Butantan “são improcedentes, incoerentes, desconectadas da realidade e desprovidas de qualquer amparo legal”.

O presidente do Butantan, Dimas Covas, vem cobrando publicamente a equipe do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, por uma resposta sobre esse lote adicional da vacina.

O contrato prevê que a instituição paulista forneça 46 milhões de doses da vacina ao SUS entre janeiro e abril. Essas 54 milhões de doses seriam de um segundo lote que ainda não foi negociado.

Covas insiste que precisa da resposta do ministério porque já há negociações com os países vizinhos, e citou a Argentina como possível destinatária dos imunizantes.

O ministério alega que está dentro do prazo contratual para se manifestar sobre a compra do lote extra e diz que o contrato estabelece que o pedido de mais doses poderia ser feito até o mês de maio. O Butantan não contesta as informações, mas afirma que “enviou ofício para que possa planejar logisticamente a sua produção com a devida antecedência”.

Com informações do Estadão Conteúdo

-Publicidade-
* O espaço para comentários é destinado ao debate saudável de ideias. Não serão aceitas postagens com expressões inapropriadas ou agressões pessoais.

8 comentários Ver comentários

  1. O cientista diretor do Butantã virou diretor comercial da “Doria empreendimentos sanitários e políticos &associados”. Viesse do Governo Federal tão criminosa intimação, tratando comercialização de vacinas tal como vender cerveja casada com refrigerantes, o despachante e inútil senador Randolfe que vota contra todas as reformas e judicializa tudo, já teria ingressado no STF contra Bolsonaro, e Lewandowsky acatado sua petição de crime contra a saúde pública, essa forma de comercialização. Ao contrário, esse inútil senador já entrou no STF, para obrigar o Ministério da Saúde a responder em 48 hs. Creio que diante do avanço de inúmeras vacinas e ficar claro que essa vacina será a de menor eficácia, haverá mercado para o Doria/Butantã comercializar a CORONAVAC?. O instituto Butantã não saberá desenvolver ou fazer acordos de transferência de tecnologia com outras vacinas para COVID 19 mais eficazes?

  2. Espera. Estamos preocupados com certeza com mundo; mas, e os brasileiro, como fica essa ameaça se for concretizada. O governo de São Paulo não está mas interessados nas vidas “real” dos brasileiro. Agora é dinheiro.?!

  3. Quem precisa da China para fazer chantagem se o BUTANTÃ está logo ali? Esse comuna está claramente jogando para a mídia, maus uma vez querendo prejudicar o Governo Federal. Caráter passou por ele e nem parou pra dizer “oi”.

Envie um comentário

Conteúdo exclusivo para assinantes.

Seja nosso assinante!
Tenha acesso ilimitado a todo conteúdo por apenas R$ 19,90 mensais.

Revista OESTE, a primeira plataforma de conteúdo cem por cento
comprometida com a defesa do capitalismo e do livre mercado.

Meios de pagamento
Site seguro
Seja nosso assinante!

Reportagens e artigos exclusivos produzidos pela melhor equipe de jornalistas do Brasil.