Os primeiros dias de internação do ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília, indicaram resposta positiva ao tratamento para pneumonia grave, segundo avaliação da equipe médica neste sábado, 14.
A administração de antibióticos surtiu efeito, e o quadro infeccioso não apresentou agravamento.
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Apesar da estabilidade na infecção, os médicos demonstraram preocupação com a função renal de Bolsonaro, que piorou devido à infecção, além de episódios de vômito e desidratação.
Para tentar reverter esse quadro, foi implementado um controle rigoroso da hidratação, aumentando a ingestão de líquidos em relação ao volume eliminado.
Preocupações com a função renal e evolução do quadro
O boletim médico divulgado na manhã deste sábado, 14, apontou aumento dos marcadores inflamatórios e piora da função renal.
A previsão é que Bolsonaro permaneça internado por pelo menos sete dias para a administração de antibióticos, podendo chegar a 14 dias, conforme a evolução clínica.
Segundo a equipe médica do Hospital DF Star, onde o ex-presidente está internado desde a manhã desta sexta-feira, 13, o caso apresenta risco real de morte e exige acompanhamento intensivo.
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Na unidade de terapia intensiva, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e a filha caçula, Laura, mantêm revezamento na companhia do paciente.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) também visitou o pai neste sábado, depois de chegar de Rondônia.
Internação de Bolsonaro reacende apelo por prisão domiciliar
A nova internação de Bolsonaro voltou a colocar em debate o pedido de prisão domiciliar apresentado por sua defesa.
Aliados do ex-presidente afirmam que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), estaria desconsiderando a gravidade do quadro de saúde ao manter o político, que completará 71 anos no próximo dia 21, em regime fechado.
Um dos principais argumentos da defesa compara o caso do ex-presidente Fernando Collor de Mello, de 76 anos, que obteve autorização para cumprir prisão domiciliar depois de médicos diagnosticarem Doença de Parkinson.
Segundo os advogados, o estado de saúde de Bolsonaro seria ainda mais grave, o que justificaria a adoção de medida semelhante.
Leia também: “O pior STF da história”, artigo de Eugênio Esber, publicado na Edição 313 da Revista Oeste








































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