O ex-vereador Carlos Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira 22, que deixou o Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, depois de visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Em publicação nas redes sociais, Carlos disse que saiu do local “com a confirmação do que todos já sabem” e afirmou que o momento exige amadurecimento, união e maior participação popular. Segundo ele, essa foi a mensagem transmitida por Bolsonaro durante a visita.
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O vereador lamentou ter de “deixar o pai mais um dia na cadeia”, a quem chamou de inocente, e disse seguir “convicto” de seus passos. No texto, afirmou estar orientado por Bolsonaro, que descreveu como seu líder, melhor amigo e pai.
Carlos também defendeu que divergências internas façam parte do processo de amadurecimento político, desde que, segundo ele, os valores do povo prevaleçam.
Carlos relata estado de Bolsonaro, Torres e Silvinei na prisão

O ex-vereador Carlos Bolsonaro também esteve na quarta-feira 21, no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, e descreveu como “inacreditável” a condição em que se encontram Anderson Torres, Silvinei Vasques e Jair Bolsonaro. Segundo ele, todos dividem o espaço com criminosos de “alta periculosidade”, incluindo estupradores e sequestradores.
“É inacreditável ver o estado do ministro da Justiça Anderson Torres, de Silvinei Vasques e do meu pai”, escreveu Carlos na rede X. “Fico imaginando o que se passa na mente desses inocentes, condenados à revelia da lei, submetidos a uma situação como essa. É humanamente impossível aceitar isso como normal — algo que nem a lógica mais básica permitiria.”
Depois da visita, o ex-vereador seguiu para a Caminhada pela Justiça e Liberdade, que saiu de Minas Gerais com destino a Brasília. Liderada por Nikolas Ferreira (PL-MG), a mobilização teve início na última segunda-feira, 19, com saída de Paracatu, e prevê um total de 240 km até o Distrito Federal.
Bolsonaro encontra-se na Papudinha, Sala de Estado-Maior instalada no 19º Batalhão da Polícia Militar do DF. Antes, cumpria pena de 27 anos e três meses na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. A 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) o condenou no processo da suposta trama do golpe.
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