Pressionado, Witzel demite secretários

As trocas ocorreram na Casa Civil e na Fazenda depois de operações da Polícia Federal; na Alerj, há cinco pedidos de impeachment contra o governador
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O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, durante audiência pública da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados para debater sobre audiências de custódia | Foto: MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL
O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, durante audiência pública da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados para debater sobre audiências de custódia | Foto: MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL | O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, durante audiência pública da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados para debater sobre audiências de custódia | Foto: MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL

As trocas ocorreram na Casa Civil e na Fazenda depois de operações da Polícia Federal; na Alerj, há cinco pedidos de impeachment contra o governador

A gestão Witzel é suspeita de estar envolvida num esquema de corrupção
Foto: MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL

Depois de duas operações da Polícia Federal que implicam a gestão Witzel (PSC-RJ), o governador decidiu exonerar na quarta-feira 27 os secretários André Ferreira (conhecido pelo apelido André Moura), da Casa Civil, e Luiz Cláudio Rodrigues, da Fazenda.

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Vai ocupar o lugar de Moura o ex-assessor jurídico da pasta Raul Teixeira. Foi nomeado à Fazenda o ex-economista-chefe da Federação de Indústrias do Rio Guilherme Mercês, conforme indica o Diário Oficial do Estado. As novas nomeações já vigoram.

Os nomes são considerados mais técnicos.

O currículo de Moura inclui referências nada positivas. Ele foi, por exemplo, braço-direito de Eduardo Cunha e líder do governo Temer na Câmara dos Deputados. Chegou ao Palácio Guanabara graças à ajuda do pastor Everaldo, presidente do PSC.

Witzel, que já estava descontente com a articulação política na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), teria ficado furioso com o silêncio de Moura sobre a operação de terça-feira. Aventa-se a possibilidade de que o governador quer afastar da crise personagens-chave.

Além disso, o cerco sobre Witzel vai se fechando no Poder Legislativo.

Atualmente, há cinco pedidos de impeachment contra ele na Alerj. Deputados de oposição garantem que o documento mais bem fundamentado será admitido pela Casa. Um deles, de 63 páginas, utiliza como argumentos informações da Operação Placebo.

Crise

No âmbito da Operação Placebo, a Polícia Federal (PF) investigou na manhã de terça-feira 26 o Palácio das Laranjeiras, onde mora o governador Wilson Witzel (PSC). Quinze equipes da PF participaram da ação que envolveu o cumprimento de 12 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Leia mais: O ataque do Covidão, reportagem publicada na edição número 7

A finalidade, portanto, é apurar supostos desvios de recursos públicos destinados ao combate à covid-19 no Estado. Mais tarde, naquele dia, Witzel garantiu ser “vítima de perseguição política de Bolsonaro”.

Imbróglio

A gestão Witzel estaria envolvida num suposto esquema de corrupção de desvios de recursos públicos voltados para a saúde. O ex-secretário da Saúde, Edmar Santos, foi exonerado em razão das suspeitas.

Sendo assim, ele teria fraudado contratos com empresas para superfaturar a construção de hospitais de campanha. Contudo, Witzel decidiu reconduzir Santos ao governo, conforme noticiou Oeste. Mas, nesta semana, a Justiça barrou a recondução.

Leia mais: Documentos implicam Witzel e sua esposa

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3 comentários

  1. Agora??? Essa galera sem foro, vai delatar! Ai saberemos que o Ex Juiz já era sujo antes de entrar no jogo! Romario já tinha cantado a pedra na epoca das eleições !

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