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Política

PT diz que direita ‘importa narrativa de Trump’ ao usar termo narcoterrorismo

Resolução do partido afirma que há uma 'exploração do medo' e critica políticas de segurança pública

Partido de Lula critica medidas de segurança pública em resolução nacional
Partido de Lula critica medidas de segurança pública em resolução nacional | Foto: Divulgação/ PT

A Comissão Executiva Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) reuniu-se na segunda-feira 17 em Brasília. Na na ocasião, eles aprovaram uma resolução política com 18 pontos para discutir no congresso nacional, em 2016. Entre eles, está a crítica à equiparação do crime organizado ao terrorismo.

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De acordo com o partido do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, a suposta “extrema-direita” brasileira adota uma abordagem “irresponsável” no debate sobre segurança pública.

Na nota, o PT critica especialmente o uso do termo narcoterrorismo. Para a sigla, esse é um conceito importado de “narrativas do Governo de Donald Trump” para justificar supostas políticas de exceção.

PT diz medidas de combate ao crime são “autoritárias”

Segundo a resolução, a oposição quer utilizar o medo da população para aprovar medidas consideradas antidemocráticas.

“O medo opera hoje como força estruturante da política global”, diz o texto. “Simplificando o mundo, reforçando soluções autoritárias, gerando demanda por ordem imediata e criando terreno fértil para práticas de exceção, militarização da vida, supressão de direitos e criminalização de territórios populares.”

Sem citar a megaoperação policial do Rio de Janeiro, no fim de outubro, o partido disse que o Brasil realiza operações operações “sem inteligência, sem coordenação federativa e que transformam bairros inteiros em zonas de conflito”. Por fim, os petistas criticaram medidas de combate ao crime como o “encarceramento em massa”.

Leia a resolução completa aqui.

Partido critica relatório de Derrite

O documento também critica o relatório do deputado Delegado Derrite (PL-SP) do projeto de lei Anti Facção, que equipara os grupos criminosos a terrorismo. Ao contrário, a sigla defende a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da Segurança Pública, que centraliza as medidas nas mãos do governo federal.

A reunião da comissão do partido, no entanto, ocorreu um dia antes da aprovação do PL Anti Facção pelo plenário da Câmara dos Deputados, nesta terça-feira, 18. O texto, que representa uma derrota para Lula, segue agora para o Senado.

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