Reeleição de Dilma em 2014 foi ‘equivalente à pandemia’ para o Brasil, afirma Cunha

Em prisão domiciliar, ex-presidente da Câmara afirma que apoiaria Jair Bolsonaro: 'Qualquer opção é melhor que a volta do PT'
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Em prisão domiciliar, ex-deputado Eduardo Cunha lança livro sobre a queda de Dilma Rousseff
Em prisão domiciliar, ex-deputado Eduardo Cunha lança livro sobre a queda de Dilma Rousseff | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Em prisão domiciliar, o ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha, apontado como peça-chave para o impeachment de Dilma Rousseff em 2016, comparou o governo da petista à pandemia de covid-19 no Brasil. Em entrevista à Folha de S.Paulo, o ex-parlamentar afirmou que o afastamento da então presidente não foi uma “retaliação”, mas “consequência do conjunto da obra que era o desastre que Dilma promoveu no segundo mandato”.

“A meu ver, Dilma é quem traiu seus eleitores, assim como traiu todos os brasileiros com os seus crimes de responsabilidade. A reeleição de Dilma foi para o país o equivalente à pandemia. Foi a covid-14”, afirmou Cunha. “O impeachment não foi uma retaliação. Foi consequência do conjunto da obra que era o desastre que Dilma promoveu no segundo mandato. É evidente que a interferência do governo contra mim tinha como objetivo me tirar do jogo, para que não houvesse a possibilidade de impeachment.”

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Às vésperas de lançar seu livro, intitulado Tchau, Querida: o Diário do Impeachment, Cunha também falou sobre o governo do presidente Jair Bolsonaro e citou uma suposta “sabotagem” do ex-presidente da Câmara Rodrigo Maia (sem partido). “Minha avaliação sobre Bolsonaro está de forma superficial, em cima de fatos concretos. Relato a sabotagem de Rodrigo Maia ao governo e o fato de que Bolsonaro sofre uma perseguição implacável da quase totalidade da mídia”, diz. “Quem elegeu Bolsonaro porque não queria a volta do PT tem a obrigação de dar a governabilidade a ele. Se estivesse no poder, eu o apoiaria, com eventuais críticas pontuais, mas sempre estaria na posição oposta ao PT.”

Eduardo Cunha descartou a possibilidade de surgimento de uma “terceira via” competitiva que possa quebrar a polarização entre Bolsonaro e o PT. “É preciso ter em conta que vivemos em uma dupla opção, entre o PT e o anti-PT. Nunca existiu terceira via em todas as eleições desde 1989 e não existirá na próxima. Não vejo ninguém para isso. Entre Bolsonaro e o PT, não tenho a menor dúvida de ficar com Bolsonaro. Qualquer opção é melhor que a volta do PT.”

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