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Política

Relação Brasil−EUA atinge ponto mais 'sombrio', diz secretário de Trump

Secretário-adjunto do Departamento de Estado, Christopher Landau avaliou tensão entre os países como a maior em 200 anos

O vice-secretário de Estado dos EUA, Christopher Landau, repercutiu a prisão de Bolsonaro e criticou Moraes
O secretário-adjunto do Departamento de Estado dos EUA, Christopher Landau | Foto: Divulgação/Departamento de Estado norte-americano

Críticas vindas do alto escalão diplomático dos Estados Unidos acentuaram a tensão entre o país e o Brasil depois da condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro por suposta tentativa de golpe de Estado, decisão tomada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na quinta-feira, 11. Christopher Landau, secretário-adjunto de Estado do governo de Donald Trump, declarou que a relação bilateral atravessa “o ponto mais sombrio em dois séculos”.

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Em sua manifestação no X, Landau atribuiu responsabilidade ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, ao afirmar: “Dói-me ver o ministro Alexandre de Moraes destruindo o Estado de Direito e levando as relações entre nossas duas grandes nações ao seu ponto mais sombrio em dois séculos”. Ele também ressaltou não enxergar saída para a crise enquanto o Brasil “deixar o destino de nossa relação nas mãos do ministro Moraes”.

Ameaças e possíveis novas sanções do governo Trump

Na mesma linha, Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, ameaçou impor sanções adicionais ao Brasil. Segundo Rubio, “as perseguições políticas do violador de direitos humanos sancionado Alexandre de Moraes continuam, já que ele e outros membros do Supremo decidiram injustamente prender o ex-presidente Jair Bolsonaro. Os Estados Unidos responderão de forma adequada a essa caça às bruxas”.

Entre as possíveis medidas em análise estão a ampliação da Lei Magnitsky para outros ministros do STF envolvidos na decisão, assim como para seus familiares, e a suspensão de vistos, além da aplicação de tarifas secundárias em resposta à compra de petróleo russo. 

Na semana passada, o secretário do ex-presidente Donald Trump comunicou a representantes da Confederação Nacional da Indústria que as tarifas impostas ao Brasil são de natureza política. Ele orientou que pressões não deveriam ser feitas em Washington, mas, sim, diretamente em Brasília.

Leia também: “Togas fora da lei”, artigo de Augusto Nunes publicado na Edição 245 da Revista Oeste

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