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Política

Relator libera para julgamento processos que podem cassar mandato de Moro

Autor do caso pede a inclusão da pauta na 'primeira data possível'

Sergio Moro
José Rodrigo Sade já foi advogado do ex-deputado Deltan Dallagnol | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O desembargador do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) Luciano Carrasco Falavinha Souza liberou para julgamento as ações contra o senador Sergio Moro (União Brasil-PR). O relator do caso pediu a inclusão da pauta na “primeira data possível”.

O ato judicial é de autoria do Partido dos Trabalhadores (PT) e do Partido Liberal (PL). As duas siglas sustentam que o parlamentar teve “gastos excessivos” durante a pré-campanha. Conforme as legendas, houve um desequilíbrio da disputa entre os concorrentes pelo suposto abuso econômico. Moro negou as acusações.

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Leia também: “‘Moraes sonha em ser candidato a presidente’, diz Valdemar

Contudo, o julgamento ainda não pode ocorrer em razão do desfalque da equipe do TRE-PR. Segundo um regimento interno da Corte, as decisões sobre cassações de registros ou perda de diplomas só podem seguir com a presença de todos os integrantes do Tribunal.

Isso porque, em 23 de janeiro, terminou o mandato de Thiago Paiva dos Santos, representante da classe dos advogados. Quatro dias depois, chegou ao fim a participação dos dois substitutos da mesma classe: José Rodrigo Sade e Roberto Aurichio Junior.

Leia mais: “Advogado de Moro diz que precedente por eventual cassação do senador ‘pegará mais gente’”

Nesta quarta-feira, 31, se encerra o mandato do presidente da Corte, Wellington Emanuel Coimbra de Moura. No lugar dele, deve entrar Sigurd Roberto Bengtsson, a partir desta quinta-feira, 1º.

Nesse dia, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, fará o julgamento da lista tríplice para preencher a vaga de Paiva dos Santos. Depois da aprovação da lista, cabe ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nomear o próximo membro do TRE paranaense.

Leia também: “Moro chega isolado a julgamento que pode cassá-lo do Senado”

Em dezembro, a Procuradoria Regional Eleitoral no Paraná pediu o acolhimento parcial das ações, com a cassação do mandato de Moro por abuso de poder econômico na pré-campanha de 2022.

Na avaliação do Ministério Público, houve um “excessivo” dos recursos financeiros que antecederam a campanha eleitoral de Moro.

Moro pode se tornar “ficha suja” e ficar inelegível até 2030

moro
Mesmo se o TRE-PR decidir cassar o mandato de Moro e aprovar a sua inelegibilidade, ambas as ações podem ser suspensas pelo recurso ao TSE | Foto: Roque de Sá/Agência Senado

O senador Sergio Moro pode ficar inelegível, por oito anos, em virtude dos processos que tramitam contra ele, na Justiça Eleitoral, desde 2022.

Moro se filiou ao Podemos de São Paulo em 2021 para concorrer à Presidência, mas, ao fim das trocas partidárias em 2022, abandonou o Podemos e se filiou ao União Brasil do Paraná, com sua candidatura ao Senado.

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Por isso, os partidos opositores argumentaram que os gastos de pré-campanha, voltados inicialmente para a disputa ao Palácio do Planalto, tornaram-se “desproporcionais”.

Se a Justiça Eleitoral julgar que a ação procede, as consequências seriam a perda do mandato e a inelegibilidade, por oito anos, a partir de 2022. Ou seja, Moro ficaria “ficha suja” até 2030.

O caso pode ir a julgamento no TRE-PR antes de março, mas com desfecho no TSE. Isso porque há possibilidade de recurso para Brasília contra a decisão da Corte regional.

Portanto, mesmo se o TRE-PR decidir cassar o mandato de Moro e aprovar a sua inelegibilidade, ambas as ações podem ser suspensas pelo recurso ao TSE. A outra consequência, se Moro sair, é uma nova eleição no Paraná para a cadeira no Senado.

Leia também: “A negação da Justiça”, reportagem de Cristyan Costa publicada na Edição 200 da Revista Oeste

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3 comentários
  1. José Carlos Castaldo
    José Carlos Castaldo

    Esse é o mesmo modelo do judiciário da “democracia venezuelana”. Eliminar os adversários. A ditadura do judiciário brasileiro, tem a VERGONHOSA CONIVÊNCIA DA OAB. O governo brasileiro não se manifestou sobre a proibição da candidatura da oposição, porque estão implantando aqui o mesmo modelo

  2. R Fortes
    R Fortes

    Sempre o admirei pelo extraordinário trabalho realizado na Lava Jato. Evento histórico na história da República. Um herói nacional, atemporal.
    Mas pelo o que assisti até agora, ele deveria ter se mantido na primeira instância. Não tem talento para conviver com a escória da política Brasileira. Por suas posições ingenuamente dúbias, vai ser comido com farofa pelos esquerdopatas e também pelos direitopatas.
    Sua esposa, é sem dúvida, uma deputada medíocre. Mais uma arrogante ridícula, nem sabe falar. O Povo não perdoa.

  3. Sérgio Tostes de Escobar
    Sérgio Tostes de Escobar

    Combateu a corrupção! Não pode! Vai ser punido, concerteza. Incrível!

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