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Política

RJ tem ciclo de governadores condenados ou presos nos últimos 30 anos

A condenação de Cláudio Castro pelo TSE confirma uma sequência de interrupções de mandatos desde a década de 1990

Governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro | Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro | Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) condenou o ex-governador Cláudio Castro (PL) nesta terça-feira, 24, por abuso de poder político e econômico. A decisão torna o político inelegível por oito anos e o inclui na lista de governadores fluminenses alvo de prisões, cassações e impeachments nos últimos 30 anos.

Castro renunciou ao cargo na véspera do julgamento para tentar evitar a perda do mandato. A Justiça Eleitoral, porém, considerou Castro culpado por utilizar as estruturas da Fundação Ceperj e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) para fins eleitorais em 2022.

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Com a saída de Castro, o presidente do Tribunal de Justiça (TJRJ), Ricardo Couto, assume o governo interinamente até a realização de uma eleição indireta pela Alerj em 30 dias.

Além de Castro, outros governadores que perderam mandato

A atual crise sucessória reflete um histórico de instabilidade no Poder Executivo do Estado. Wilson Witzel (2019-2021), antecessor de Castro, sofreu o primeiro impeachment no Rio de Janeiro desde a redemocratização.

Ele perdeu o cargo por crimes de responsabilidade em contratos da Saúde durante a pandemia. Apesar disso, Witzel pretende concorrer em 2026 e afirma estar “mais experiente, mais cauteloso” depois do período de afastamento.

Leia também: “TSE condena Cláudio Castro e o declara inelegível por oito anos”

Antes de Witzel, Luiz Fernando Pezão (2015-2018) também foi preso no exercício do mandato em 2018. A Operação Lava-Jato o acusou de corrupção e organização criminosa. A investigação partiu de provas colhidas contra seu antecessor, Sérgio Cabral (2007-2014), que acumulou mais de 430 anos de prisão em 23 condenações.

Cabral confessou desvios de R$ 224 milhões em obras da usina de Angra 3 e respondeu por 184 acusações de lavagem de dinheiro.

O histórico de problemas judiciais também alcança os governos anteriores a 2007. Veja:

  • Rosinha Garotinho (2003-2006): presa em 2017 pela Operação Caixa d’Água. A Justiça a acusou de integrar organização criminosa para extorsão de empresários e financiamento ilícito de campanhas.
  • Anthony Garotinho (1999-2002): preso em 2016. O TSE o condenou por corrupção eleitoral, associação criminosa e coação de testemunhas em Campos dos Goytacazes.
  • Moreira Franco (1987-1991): preso temporariamente em 2019 por suspeitas na Caixa Econômica Federal. Acabou absolvido por falta de provas, embora tenha sido condenado em 2017 a devolver R$ 2 milhões por desvios na educação.

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