Rodrigo Janot se filia ao Podemos e pode tentar vaga na Câmara

Entrada ao partido ocorreu no início do mês, mas só foi revelada agora
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Ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot | Foto: João Américo/Secom/PGR
Ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot | Foto: João Américo/Secom/PGR

O ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot se filiou ao Podemos. A assinatura da ficha de filiação ocorreu no começo deste mês, mas só foi anunciada nesta quarta-feira, 13. Lideranças do partido incentivam que ele dispute uma vaga na Câmara dos Deputados pelo Distrito Federal.

Janot entrou no Podemos em 1º de abril, um dia após o ex-juiz Sergio Moro deixar a legenda e ir para o União Brasil. Diante da repercussão do tema, o partido entendeu que a notícia sobre a chegada do ex-procurador só deveria vir à tona posteriormente.

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Ontem, o Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu abrir processo de responsabilização contra os ex-procuradores Deltan Dallagnol e Rodrigo Janot por gastos de cerca R$ 2 milhões em diárias e passagens no âmbito da força-tarefa da Operação Lava Jato.

Em representação encaminhada aos ministros do TCU, o procurador de contas Lucas Rocha Furtado argumentou que Deltan e Janot poderiam ter usado opções mais econômicas para os deslocamentos e hospedagens da equipe. A Segunda Câmara do Tribunal ratificou a denúncia.

Plano para matar o ministro Gilmar Mendes

Em fevereiro, o ministro do Supremo Tribunal Federal Kassio Nunes Marques negou um pedido do ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot para arquivar uma investigação sobre o plano que ele teria criado para matar o ministro Gilmar Mendes.

O episódio foi revelado pelo próprio Janot, em 2019, durante uma rodada de entrevistas concedidas por ocasião do lançamento de seu livro de memórias. O ex-PGR disse que a “mão de Deus” o impediu de apertar o gatilho.

“Não ia ser ameaça não. Ia ser assassinato mesmo”, afirmou, na ocasião.  Janot teve os bens apreendidos, inclusive uma arma, que teve o porte revogado. Ainda foi imposta na época uma medida protetiva para que ele não se aproximasse do Supremo ou de Gilmar Mendes.

Na época que o caso veio à tona, Gilmar Mendes lamentou que uma parte do “devido processo legal no país” tenha ficado “refém de quem confessa ter impulsos homicidas”. Em nota crítica à atuação do ex-procurador, Gilmar também recomendou que Janot procurasse ajuda psiquiátrica e disse que o combate à corrupção no Brasil se tornou refém de fanáticos.

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4 comentários Ver comentários

  1. Esse índio de araque aí então se filiou na tribo dos Podemos Mais então Podemos Tudo. Eu não esqueci daquela conversa de “Se não faltar bambú vou continuar dando flechada”. Vamos lá, valentão… já matou o Gilmar? Não né?

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