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Política

São João de Pernambuco: milhões em cachês

Contratações com o uso de dinheiro público banca shows com valores que ultrapassam R$ 1 milhão; MP acompanha movimentação dos recursos

Período de festas folclóricas no Nordeste: cachês milionários para artistas populares | Foto: Reprodução sobre montagem/ Redes sociais
Período de festas folclóricas no Nordeste: cachês milionários para artistas populares | Foto: Reprodução sobre montagem/ Redes sociais

A Festa do São João de Pernambuco ainda nem chegou ao seu auge, mas os gastos com atrações artísticas já somam milhões de reais, conforme aponta o Painel de Transparência do Ministério Público estadual (MP-PE). Apenas os 20 artistas mais bem pagos do ciclo junino em 2025 vão embolsar, cada um, ao menos R$ 250 mil — todos custeados com recursos públicos.

No topo da lista está o cantor Wesley Safadão, que se apresenta neste sábado, 7, no tradicional Pátio de Eventos Luiz Gonzaga, em Caruaru. O show de cerca de uma hora deve render ao artista o maior cachê do período: R$ 1,2 milhão. A apresentação é uma das principais da agenda cultural da cidade, que lidera os investimentos públicos na festa.

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Cachês milionários bancados por prefeituras

Outras atrações de peso também foram contratadas para animar o público caruaruense. A banda À Vontade, formada por Raí, Zezo e Luan, receberá R$ 800 mil para cantar no dia 20 de junho. Já a dupla Bruno e Marrone terá um cachê de R$ 784 mil para a apresentação no dia 28. Todos os pagamentos têm como origem os cofres municipais.

Em levantamento feito pelo site Terra, Caruaru aparece como a cidade que mais empenhou verba para a contratação de shows no período entre 1º de junho e 31 de julho. A apuração indica a destinação de R$ 13,07 milhões para pagar 38 artistas. A expectativa é que esse valor cresça até o fim das comemorações.

Festa tradicional registra investimento crescente

Em 2024, a Prefeitura de Caruaru já havia investido R$ 42 milhões no São João, com uma programação de 748 atrações. Neste ano, a tendência é de despesas ainda mais elevadas. A gestão municipal, contudo, não divulgou oficialmente os números previstos nem respondeu aos questionamentos da imprensa.

Apesar da importância cultural da festa, os valores dos cachês e o volume de recursos públicos que vão para esse tipo de atividade chamam a atenção de alguns setores da sociedade. O MP-PE, por exemplo, acompanha os contratos por meio de um painel de monitoramento. O órgão, no entanto, diz que, por ora, as contratações seguem dentro da legalidade formal.

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2 comentários
  1. Luciano Espinheira Fonseca Junior
    Luciano Espinheira Fonseca Junior

    Pão e circo. O mesmo de sempre!!!

  2. Celso Eveling Caetano
    Celso Eveling Caetano

    Na Roma antiga, era pão e circo para distrair o povo dis problemas sérios do império. Aqui no nordeste, só basta o circo.

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