O Senado avançou rapidamente ao reunir o número necessário de assinaturas para instaurar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) voltada à investigação do Banco Master. O senador Eduardo Girão (Novo-CE) afirmou que já conta com 33 apoios formais e vai protocolar ainda nesta quarta-feira, 26, o pedido para abertura da comissão.
De acordo com Girão, o processo de coleta de assinaturas ocorreu em tempo considerado recorde, o que, segundo ele, demonstra a importância do tema para o Senado.
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“Foi um prazo recorde, senadores abraçaram mesmo, e é dever moral do Senado investigar isso”, disse o senador ao jornal Correio Braziliense. “Está na mão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Precisamos investigar porque há bilhões em fraudes e não é a primeira vez que esse tipo de coisa ocorre.”
Tentativas anteriores de investigações no Senado
O parlamentar destacou ainda que não é a primeira tentativa de investigar a compra do Banco Master pelo Banco de Brasília. “Precisamos saber que elos políticos são esses, que deram cobertura a isso”, afirmou Girão. “Precisamos entender esses jatinhos, quem levou quem, quando, para onde. A primeira tentativa de CPI nesse assunto foi em abril e foi retirada, a gente tinha conseguido as assinaturas. Até assinei.”
Na Câmara dos Deputados, o movimento para abertura de uma CPI semelhante também avança. O requerimento apresentado pelo deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) já conta com 71 assinaturas.
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No entanto, mesmo que alcance os 171 apoios necessários, o grande número de pedidos de comissões pode atrasar a instalação. Parlamentares veem o apoio à CPI como estratégia para pressionar a Câmara Legislativa do Distrito Federal a começar um processo de impeachment contra o governador Ibaneis Rocha (MDB).
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