A operação conduzida pelos Estados Unidos que resultou na captura do ditador Nicolás Maduro acendeu um sinal de alerta no Congresso brasileiro. O presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, senador Nelsinho Trad (PSD-MS), afirmou que o episódio surpreendeu autoridades e levantou preocupações sobre os efeitos institucionais e diplomáticos da ação.
“Todos nós fomos pegos de surpresa, apesar dos alertas terem sido dados e dos avisos reiteradamente colocados pelo governo americano junto ao governo da Venezuela”, afirmou o senador. Segundo Trad, havia inclusive a expectativa de algum tipo de tratativa prévia, mencionada publicamente pelo próprio Maduro, antes da execução da operação.
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Para Trad, o ponto central da preocupação não está apenas no desfecho do regime venezuelano, mas no precedente internacional que a ação estabelece: “O que nos causa alerta e preocupação é a precedência que uma manobra como essa acaba por gerar”.
O senador lembrou que a América Latina é historicamente reconhecida como uma região pacífica e que intervenções diretas entre Estados “nunca são bem vistas no sistema democrático”.
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Trad ressaltou que essa análise não representa complacência com o regime chavista. Ao contrário, voltou a listar críticas à condução política da Venezuela, mencionando eleições contestadas, perseguições a opositores, presos políticos, censura à imprensa e o êxodo de milhões de cidadãos: “Algo que começou errado não tinha como terminar de outra forma”.
Operação resulta na captura de Maduro

Trad também chamou atenção para aspectos ainda pouco esclarecidos da operação dos EUA que resultou na captura do ditador Maduro, como a rapidez da ação, a ausência de confronto armado e a falta de reação da guarda presidencial.
Segundo o senador, esses elementos reforçam a necessidade de uma análise cuidadosa antes de conclusões definitivas sobre o episódio. No plano global, Trad analisou que a crise venezuelana passou a integrar um tabuleiro maior de disputas entre potências.
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A reação da China, que classificou a operação como violação do direito internacional, é vista como indicativo de que o caso extrapolou o âmbito regional. “Quando atores globais desse porte se posicionam, fica claro que não se trata apenas de um episódio doméstico”, afirmou.
Diante desse cenário, Trad defendeu prudência na postura brasileira. “O Brasil não está no centro dessas disputas, mas não está imune a elas”, disse, lembrando que o país tem fronteira direta com a Venezuela e relações estratégicas com diferentes atores internacionais.
Mesmo durante o recesso parlamentar, o senador afirmou que os integrantes da Comissão de Relações Exteriores seguem acompanhando os desdobramentos: “Não está descartada a convocação da Comissão ou do próprio Congresso, caso haja necessidade de uma atuação mais célere”.
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Precedente perigoso para nós brasileiros foi o apoio do Ladrão-mór ao ditador antes, durante e depois do governo dele. Sinal que temos que fazer uma faxina!!
PSD da “madre superiora”, claro…