Senadores discutem transferência da Cinemateca para Brasília

Governo Bolsonaro estuda possibilidade de transferir a Cinemateca da cidade de São Paulo para Capital Federal
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A Cinemateca um dos maiores acervos sobre a área da América do Sul | Foto: Danilo M Yoshioka/Estadão Conteúdo
A Cinemateca um dos maiores acervos sobre a área da América do Sul | Foto: Danilo M Yoshioka/Estadão Conteúdo | Cinemateca

Governo Bolsonaro estuda possibilidade de transferir a Cinemateca da cidade de São Paulo para Capital Federal

Cinemateca
A Cinemateca um dos maiores acervos sobre a área da América do Sul | Foto: Danilo M Yoshioka/Estadão Conteúdo

Senadores têm divergido sobre a ideia do governo federal de transferir a Cinemateca da cidade de São Paulo para Brasília. O órgão é um dos maiores acervos sobre a área da América do Sul, formado por cerca de 250 mil rolos de filmes e mais de um milhão de documentos relacionados ao cinema.

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Opositor ao governo Bolsonaro, o petista Humberto Costa (PE) afirmou que a transferência seria um equivoco. Além disso, a crítica também foi endossada pelo líder do PSL, Major Olimpio (SP). Para ele, a transferência da instituição de São Paulo para Brasília põe em risco uma parte da cultura brasileira.

Já o senador Izalci Lucas (PSDB-DF) aponta vantagens na transferência da Cinemateca para Brasília. Em sua conta do Twitter, Izalci apontou os benefícios da mudança da instituição para a capital federal.

“A Cinemateca seria bem-vinda na capital do país. A instituição guarda documentos, fotos, rolos de filmes da produção audiovisual no Brasil. Acredito que a iniciativa privada poderia ajudar tanto na mudança como na manutenção do espaço”, publicou o tucano.

Crise

A discussão sobre a transferência do acervo para a capital federal surgiu após o encerramento do contrato de gestão com a Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto (Acerp). O contrato foi assinado em 2018, entre o antigo Ministério da Cultura e o Ministério da Educação, e deveria durar até 2021.

De acordo com o contrato, a Cinemateca passaria a ser administrada integralmente pela Acerp. Contudo, em dezembro de 2019, o então ministro da Educação, Abraham Weintraub, não quis renovar o acordo que validava o vínculo com a Cinemateca até março de 2021. Desde então, a Cinemateca não recebe recursos da União e acumula dívida em torno de R$ 13 milhões.

Regina Duarte

A ex-secretária de Cultura do governo Bolsonaro Regina Duarte deveria assumir o comando do órgão. A transferência chegou a ser anunciada pelo presidente Jair Bolsonaro. No entanto, a efetivação ainda não ocorreu.

Nesta semana, o atual secretário de Cultura, Mário Frias, voltou a afirmar que a atriz irá assumir o posto.

“A Regina é um ícone que faz parte da nossa história, merece todo o respeito. É um pedido pessoal do presidente da República. Existe, sim, a possibilidade de ser criada uma secretaria para ela cuidar da Cinemateca e ela vai ser tratada com toda dignidade que merece. Assim que o imbróglio jurídico se resolver, a Regina Duarte vai ter um lugar de destaque na Cinemateca”, afirmou Frias à Rádio Jovem Pan.

Com informações da Agência Senado

 

 

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