publicidade
Política

Servidores sob Silvinei negam tentativa de impedir eleitor do Nordeste de votar em 2022

Ex-diretor da PRF teria instrumentalizado o órgão para favorecer o presidente Jair Bolsonaro, em vez de Lula, na disputa eleitoral

silvinei vasques
O ex-diretor Silvinei Vasques, da PRF, durante depoimento na CPMI do 8 de Janeiro - 20/6/2023 | Foto: Roque de Sá/Agência Senado

Nesta segunda-feira, 21, servidores da gestão de Silvinei Vasques no comando da Polícia Rodoviária Federal (PRF) negaram tentativas de impedir eleitores do Nordeste de votarem durante o segundo turno das eleições de 2022.

O Supremo Tribunal Federal (STF) ouve hoje depoimentos de testemunhas dos núcleos 2 e 3 da ação penal que trata de uma suposta tentativa de golpe de Estado. Vasques é réu no processo. No mesmo grupo que ele, estão Silvinei Vasques, Marcelo Câmara, Mario Fernandes, Filipe Martins, Marília de Alencar e Fernando de Oliveira.

Receba nossas atualizações

Ao negar que recebeu ordens para atrapalhar o petista, o coordenador-geral de Combate ao Crime da PRF na ocasião, Antonio Melo Schlichting Junior, disse que também não houve determinações para “operações direcionadas”. “Ao contrário do que se alega, o nosso objetivo era o de que todos pudessem chegar aos seus pontos de votação”, afirmou. “O efetivo foi posicionado para que não houvesse interrupção de fluxo de tráfego.” A mesma declaração veio de Antonio Vital De Moraes Junior, então superintendente da corporação em Pernambuco.

Posteriormente, Diego Joaquim de Moura Patriota, que ocupava o cargo de superintendente da corporação no Pará, observou que alguns veículos que pararam, entre eles, ônibus, o fizeram em virtude de problemas mecânicos. “De forma alguma houve algum direcionamento de nossas operações”, afirmou.

Funcionário de Silvinei Vasques fala em suposto desvio de operações

PRF
Vasques é acusado de interferir no resultado das eleições | Foto: Reprodução PRF

Alexandre dos Santos Lopes, da corregedoria da PRF, também testemunhou na ação penal. Segundo ele, à época, foi necessário abrir um processo para investigar o que seria uma operação da corporação para impedir que eleitores de Lula chegassem aos locais de votação no segundo turno das eleições de 2022.

Lopes afirmou que a análise identificou “inconsistências” em relação aos números de fiscalização de ônibus em cinco Estados, porém, seria necessário realizar novas diligências.

Leia também: “O malabarismo jurídico da PGR”, reportagem publicada na Edição 278 da Revista Oeste

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.
Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.