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Política

'Showmício' pró-Lula em 2022 torna Daniela Mercury ré na Justiça

À época, ela teria mostrado bandeira do petista, de modo a incentivar manifestações de apoio ao então candidato à Presidência

Daniela Mercury Segura uma bandeira ilustrada com o rosto do lula
Daniela Mercury Segura uma bandeira ilustrada com o rosto do lula | Foto: Reprodução/X

O processo judicial que apura suspeita de uso indevido de recursos públicos em São Paulo colocou a cantora Daniela Mercury na condição de ré. A informação é do jornalista Daniel Nascimento, do portal O Dia.

O episódio diz respeito à apresentação de Daniela no Dia do Trabalhador, em 1º de maio de 2022, na Praça Charles Miller. À época, ela teria mostrado uma bandeira de Luiz Inácio Lula da Silva, de modo a incentivar manifestações de apoio ao então candidato à Presidência.

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A acusação, movida pelo deputado estadual Gil Diniz (PL-SP), afirma que o evento, financiado pela Prefeitura de São Paulo, caracterizou “showmício”, prática proibida durante o período eleitoral.

Segundo o parlamentar, o valor total do contrato foi de R$ 170 mil, sendo R$ 100 mil destinados à artista.

Defesa de Daniela Mercury alega legalidade na contratação

Martelo e balança da Justiça, em alusão à matéria da ação do 8 de janeiro
Martelo e balança, elemento em referência à Justiça | Foto: Reprodução/Freepik

Os advogados da produtora California alegam que a contratação respeitou a legislação vigente e dizem que Daniela Mercury exerceu seu direito à liberdade de expressão. A defesa solicita a anulação da intimação e argumenta que a responsabilidade não deve recair sobre a artista enquanto pessoa física.

O processo tramita na capital paulista, mas a Justiça enviou uma carta precatória à Bahia para colher o depoimento da cantora. Em abril de 2025, a Justiça baiana tentou localizá-la, sem sucesso, no endereço informado no mandado. Outros músicos, como Dexter, KL Jay e Mateo Piracés, também são réus na ação.

Leia também: “O direito ao trabalho é o direito à vida”, artigo de Antonio Cabrera publicado na Edição 320 da Revista Oeste

Daniela Mercury integra a sociedade da empresa contratada para o evento. O caso segue em análise e aguarda providências depois da devolução do mandado de citação não realizado. O pagamento dos cachês ocorreu durante a administração do prefeito Ricardo Nunes (MDB).

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