Silveira é tratado como um parlamentar de segunda classe, diz advogado

Paulo Faria concedeu entrevista ao programa Os Pingos nos Is, da rádio Jovem Pan, exibido nesta segunda-feira, 8
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Paulo Faria é advogado do deputado Daniel Silveira
Paulo Faria é advogado do deputado Daniel Silveira | Foto: Reprodução/YouTube

O advogado do deputado Daniel Silveira (PSL-SP), Paulo Faria, disse nesta segunda-feira, 8, que apenas a soltura do parlamentar não pode ser motivo de celebração. “A decisão a ser comemorada seria a liberdade plena de Daniel Silveira, incluindo sua liberdade de manifestação”, afirmou em entrevista concedida ao programa Os Pingos nos Is, da rádio Jovem Pan.

De acordo com o advogado, Silveira está sendo tratado como um parlamentar de segunda classe. “Desde 16 de fevereiro, uma nova classe foi criada”, criticou, ao recordar a data em que o deputado foi preso por crime inafiançável. A detenção ocorreu depois de Silveira divulgar um vídeo nas redes sociais em que aparece ofendendo os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

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Conforme noticiou Oeste, o ministro Alexandre de Moraes decidiu revogar a prisão de Silveira. Na decisão, o magistrado define duas medidas cautelares em substituição à prisão: (1) o parlamentar não poderá estabelecer contato com os outros deputados investigados no inquérito das fake news e no inquérito que apura supostos ataques à democracia, com exceção dos que já foram citados nessas investigações; e (2) a proibição do uso das redes sociais, seja em nome próprio seja por meio de sua assessoria de imprensa.

“Obviamente, a família de Daniel Silveira está feliz com a decisão, e nós também estamos contentes”, revelou Faria. “Mas seria uma decisão justa e legal se ele tivesse de volta toda sua liberdade, principalmente porque as redes sociais são uma extensão do mandato parlamentar”.

Histórico

Em 16 de fevereiro deste ano, Silveira foi preso por crime inafiançável depois de divulgar um vídeo nas redes sociais em que aparece ofendendo os ministros da Suprema Corte. Após parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR), a prisão foi substituída por domiciliar com monitoramento por tornozeleira eletrônica. Entretanto, Silveira voltou à cadeia em 24 de junho por desrespeitar o uso do equipamento por cerca de 30 vezes, segundo o STF.

Leia também: “A ditadura velada do Judiciário”, reportagem de Cristyan Costa publicada na Edição 66 da Revista Oeste

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3 comentários Ver comentários

  1. STF, o maior algoz da Constituição, que subverte sistematicamente o que lá está claramente escrito, tipo o jargão comunista de que “os fins (e que fins, hein?) justificam os meios”. E a Câmara, num proceder repelente e covarde (próprio de ratos), homologa a barbaridade que salta aos olhos, mantendo o cara preso. E o “Mecanismo”, tão seguro está da segurança da sua torquês, escudado por essa mídia escracha e militante do experimento social, nem “tchan”.

  2. Tratado não. Lamento dizer, doutor, mas qualquer um que ouse apoiar o governo da hora é automaticamente classificado como um ser de terceira categoria, sendo sumariamente defenestrado todo e qualquer direito humano, político e jurídico.
    A caça ao crime de opinião começou faz tempo.
    Caça à opinião diferente da deles.

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