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Política

STF forma maioria para derrubar ato da Câmara que suspendeu ação de Ramagem

Decisão que teve a chancela de 315 deputados está sendo analisada por cinco ministros que compõem a 1ª Turma do STF

anderson torres
Primeira Turma do STF julga denúncia sobre o núcleo 4 da PET 12.100, em Brasília, DF - 6/5/2025 | Foto: Fellipe Sampaio /STF

A 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria, nesta sexta-feira, 9, para derrubar, parcialmente, o ato da Câmara que suspendeu a ação penal contra o deputado Ramagem (PL-RJ).

Ministros votaram para que Ramagem continue a responder por três dos cinco crimes imputados a ele:

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  • Abolição violenta do Estado Democrático de Direito;
  • Golpe de Estado;
  • Organização criminosa.

Conforme noticiou Oeste, a Câmara havia aprovado um texto que sustava toda a ação penal da Petição (PET) nº 12.100, em curso no STF, em relação a todos os crimes imputados a Ramagem. A percepção do Tribunal é que a medida favoreceria o ex-presidente Jair Bolsonaro, cujo processo também está nessa PET. De acordo com o STF, a Constituição permite que a Câmara derrube uma ação penal contra um parlamentar, desde que o crime tenha ocorrido depois da diplomação e que a maioria do plenário da Câmara aprove a medida. Por isso, Ramagem não responderá por todos os crimes imputados a ele.

“Os requisitos do caráter personalíssimo e temporal, previstos no texto constitucional, são claros e expressos, no sentido da impossibilidade de aplicação dessa imunidade a corréus não parlamentares e a infrações penais praticadas antes da diplomação”, argumentou o relator, Alexandre de Moraes, em sua decisão. Cristiano Zanin, Luiz Fux e Flávio Dino acompanharam Moraes. Falta ainda votar Cármen Lúcia. O julgamento começou hoje, em uma sessão extraordinária do plenário virtual, e está programado para durar até a terça-feira 13.

Votos de outros ministros do STF, sobre Ramagem

Deputado federal Alexandre Ramagem só pode esquivar-se de dois supostos crimes, entende o STF
O deputado federal Alexandre Ramagem, durante uma sessão plenária na Câmara; parlamentar é alvo do STF | Foto: Divulgação/Câmara dos Deputados

Para Zanin, a suspensão integral do processo produziria “efeitos não desejáveis em relação a corréus custodiados que, mesmo não possuindo imunidade material, teriam o trâmite das imputações que lhes pesam suspenso enquanto durar o mandato parlamentar correspondente”.

Dino acrescentou que as funções típicas de cada Poder devem ser prestigiadas, enquanto funções atípicas — em face da nota de excepcionalidade — exigem sempre interpretação restritiva”.

“Nesse contexto, é evidente que o Congresso Nacional exerce funções de julgamento em alguns casos, adstrito, contudo, à responsabilidade político-administrativa”, sustentou Dino. “Incursões na seara da aplicação do Direito Penal e Processual Penal não constituem função típica do Poder Legislativo em nenhum país do mundo.”

“Considerando que a denúncia abrange a prática, em tese, de infrações penais cometidas antes e depois da diplomação do réu como deputado federal, a prerrogativa institucional da Câmara dos Deputados para a suspensão da ação penal só pode alcançar, pela literalidade do texto constitucional, os crimes supostamente ocorridos após a diplomação”, acrescentou Fux.

Leia também: “Morte clínica em Brasília”, reportagem publicada na Edição 268 da Revista Oeste

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14 comentários
  1. O BELFORROXENSE
    O BELFORROXENSE

    kkkkkk
    Golpe? Seguir a Constituição agora é golpe para os mulinhas. E Terrorismo é o que fizeram com teu rabo, Tonhãnhã Nojeira!!!

  2. LindVi
    LindVi

    Dois gumes de reprimissão atemporal em obsolescência terminal

  3. Hermes
    Hermes

    Há alguma alma inocente neste país que esperava coisa diferente? Que a lei fosse levada em conta? Essa organização está focada só em perseguição e vingança, nem sei de que. Também não nos iludamos com pedidos de impeachment de lula nem de ministros. Está tudo dominado. Enquanto não colocarmos juízes para defender a constituição e garantir o cumprimento das leis só teremos isso, um tribunal de exceção, um massacre covarde, desumano e militante, a mando não sei de quem. Mas, as águas estão rolando e tudo pode mudar. E se não respeitam a câmara porque a câmara deve respeita-los?

  4. PCC
    PCC

    A bandalheira desse STF é as claras.
    Se a câmara aceitar esta decisão pode fechar as portas.

  5. Ivan R S Peluso
    Ivan R S Peluso

    RESUMO: OS VOTOS DE 315 DEPUTADOS FEDERAIS NÃO VALEM BOSTA NENHUMA. OS DOS SENADORES VALEM MENOS AINDA….QUEM MANDA É O CARECA. FAZ O L AÍ,JUMENTO.

  6. Silva lilica
    Silva lilica

    A direita não aprende mesmo. Eles queriam os votos pra criação de mais cadeiras na câmara, conseguiram com a ajuda da direita e Hugo Motta mentindo que tava ajudando, deixou passar. Tudo acertado, os sinistros derrubam. Aprende direita, não se negocia com a corrupção, desonestidade, imoralidade…

  7. FLAVIO AUGUSTO ROSSI
    FLAVIO AUGUSTO ROSSI

    Se alguém tinha alguma dúvida sobre a DITADURA DO JUDICIÁRIO NO BRASIL , esse ato comprovou de fato isso.
    É hora de virar o coxo !

  8. Lauro Patzer
    Lauro Patzer

    Agora é hora dos deputados eleitos firmarem sua competência diante do usurpador dos poderes. Está na hora de dizer não, ao arbítrio. Não ao consórcio montado entre STF/lulopetismo. Não aos que pisam em cima das Constituição, postergando seus princípios pétreos. Todo o processo contra os manifestantes do 8 de janeiro é uma montagem de narrativas e provas sem lastro. Tudo tem um alvo, prender Bolsonaro, ou o pior do que isso. Independência entre os poderes e cada poder com suas funções, essa é a meta para recolocar o país no prumo. O jornalista J.R. Guzzo afirma: “O STF, junto com as facções da esquerda, deu um golpe de Estado em 2022, mas a partir disso não formou um governo. O resultado é a desordem que está aí” (…) “As instituições foram abolidas. O Judiciário é uma junta… o Executivo tornou-se uma versão brasileira de ladroestado dirigido por malfeitores”. “O caos está criado”.

  9. João José Augusto Mendes
    João José Augusto Mendes

    E agora, representantes do povo vão fazer o que?

    1. Christian
      Christian

      Se arregare mais uma vez, mostrará que estamos jogando dinheiro no lixo pagando os salários deles.

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