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Política

STF proíbe imprensa de gravar vídeo ou áudio de audiências sobre suposto golpe

Corte justificou a necessidade de 'incomunicabilidade' entre as 82 testemunhas de acusação e defesa que serão ouvidas

stf extradição chinês
Autoridades, durante a abertura do Ano do Judiciário — 3/2/2025 | Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo

O Supremo Tribunal Federal (STF) informou, nesta quarta-feira, 14, que a imprensa estará proibida de registrar vídeos ou áudios das 82 testemunhas de defesa e acusação que serão ouvidas a partir da próxima segunda-feira 19, no processo contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e outras sete pessoas, por suposta tentativa de golpe.

As mídias nacional e internacional poderão acompanhar as sessões, a serem realizadas por videoconferência, porém, não terão transmissão nos canais do STF.

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Mesmo os jornalistas credenciados vão ter de acompanhar por meio de um telão na 1ª Turma, no entanto, sem fazer fotos ou áudios.

O Tribunal justificou o ato com base no artigo 210 do Código de Processo Penal segundo o qual as testemunhas devem ser inquiridas separadamente, de modo que não saibam nem ouçam os depoimentos das outras. O objetivo é evitar que se influenciem mutuamente, preservando a imparcialidade dos depoimentos. Conforme o STF, faz-se necessário, ainda, haver “incomunicabilidade”.

STF já estabeleceu restrições à imprensa em outro julgamento

Primeira Turma do STF julga denúncia sobre o núcleo 1 do suposto golpe de Estado, do qual o ex-presidente Jair Bolsonaro faz parte
Primeira Turma do STF julga denúncia sobre o núcleo 1 do suposto golpe de Estado, do qual o ex-presidente Jair Bolsonaro faz parte | Foto: Rosinei Coutinho/STF

Durante o julgamento de Filipe Martins, o STF também impediu o registro de imagens.

Na entrada do prédio onde ocorreu a sessão, todos os participantes tiveram de entregar os seus celulares, que foram lacrados.

Posteriormente, a Ordem dos Advogados do Brasil se manifestou contra o ato assinado pelo presidente da 1ª Turma, Cristiano Zanin.

No julgamento que sucedeu o do ex-assessor da Presidência para Assuntos Internacionais, Zanin autorizou o uso do aparelho, porém, sem gravar áudio ou imagem.

Leia também: “Morte clínica em Brasília”, reportagem publicada na Edição 268 da Revista Oeste

4 comentários
  1. Christian
    Christian

    Estão fazendo de tudo para que o povo não saiba o que se passa lá dentro.
    Omitir é pior do que mentir.
    Atitudo maligna.

  2. Teresa Guzzo
    Teresa Guzzo

    A ditadura judiciária se impõe. Escondem fatos, mas sabemos o que ocorre nessas sessões.

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