A remuneração do ministro Marco Buzzi, atualmente afastado do Superior Tribunal de Justiça (STJ), sofreu uma queda expressiva depois de três meses da suspensão. O magistrado, investigado por denúncias de assédio sexual, teve cortados os valores adicionais conhecidos como penduricalhos.
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Em maio, o salário líquido de Buzzi foi reduzido de aproximadamente R$ 100 mil para R$ 35,1 mil, ou seja, uma diminuição de 65%. Mesmo afastado, ele segue recebendo vantagens pessoais no valor de R$ 16,4 mil e o subsídio de R$ 44 mil, conforme dados oficiais.
Corte salarial do STJ segue norma do CNJ
O corte ocorreu depois da revelação, em abril, de que o ministro mantinha o mesmo salário de quando estava na ativa, contrariando norma do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) estabelecida em 2024, que determina a suspensão desses adicionais em casos de afastamento.
Além do corte salarial, o STJ abriu um Processo Administrativo Disciplinar para apurar a conduta do magistrado. Paralelamente, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Nunes Marques, determinou a abertura de inquérito sobre o caso.
A Oeste, a assessoria do ministro informou que “a instrução processual evidenciará a inocência do magistrado ao fragilizar as acusações unilaterais apresentadas”, motivo pelo qual ele foi afastado. Além disso, “o depoimento da suposta vítima necessita ser corroborada por provas consistentes, em respeito ao devido processo legal e à busca da verdade dos fatos.”
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