publicidade
Política

STJ limita greve do INSS a 15% de equipes de cada unidade

A decisão emitida pela presidente do tribunal, Maria Thereza de Assis Moura, prevê multa diária de R$ 500 mil em caso de descumprimento

Edifício sede do INSS em Brasília, Distrito Federal | Foto: Pedro França/Agência Senado
Edifício sede do INSS em Brasília, Distrito Federal | Foto: Pedro França/Agência Senado

A presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Maria Thereza de Assis Moura, determinou que a greve dos servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) deve ser limitada a 15% das equipes de cada unidade. Maria Thereza tomou a decisão depois de analisar um pedido do governo federal para interromper a paralisação.

A jurista ressaltou a necessidade de garantir a “continuidade do serviço público”, estabelecendo que, no mínimo, 85% das equipes de cada unidade devem permanecer ativas. Caso a decisão não seja cumprida, foi determinada uma multa diária de R$ 500 mil.

Receba nossas atualizações

A Advocacia-Geral da União (AGU) apresentou a ação na terça-feira 22. O governo Lula argumentou que a greve não poderia interromper a prestação de um serviço essencial à sociedade.

O pedido ao STJ foi feito devido ao risco de a greve prejudicar o programa de revisão de gastos com benefícios previdenciários, considerado crucial para equilibrar o Orçamento de 2024 e 2025.

Neste ano, o governo espera economizar R$ 9 bilhões com a revisão, principalmente na Previdência Social. Para 2025, a meta é cortar R$ 25,9 bilhões em despesas obrigatórias, também principalmente nos benefícios do INSS.

A greve do INSS

INSS | A grande maioria dos beneficiários recebe até um salário mínimo | Foto: Reprodução/Agência Brasil
Servidores exigem o cumprimento de antigos acordos e concessão de melhorias salariais | Foto: Reprodução/Agência Brasil

Uma reunião entre o presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, e os servidores do órgão não trouxe avanços, nesta quarta-feira, 24, o que manteve a greve ativa. Mais de 400 agências em 23 Estados e no Distrito Federal estão fechadas ou operam parcialmente.

De acordo com Thaize Antunes, diretora da Federação Nacional de Sindicatos de Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social (Fenasps), a categoria esperava a criação de uma mesa de negociações, o que não se concretizou.

A paralisação começou em 10 de julho e se intensificou a partir do dia 16, o que afetou os atendimentos presenciais da população e a análise de requerimentos. Os servidores exigem o cumprimento de antigos acordos e a concessão de melhorias salariais. Eles reivindicam um aumento salarial de 33% até 2026 e a valorização da carreira de técnico do seguro social.

De acordo com comunicados das Fenasps, a greve ocorre pela recusa do governo federal, por meio do Ministério da Gestão e Inovação, em cumprir negociação específica e temporária do seguro social.

Mais de 400 agências do INSS em 23 Estados e no Distrito Federal estão fechadas ou operando parcialmente.

A paralisação prejudica a análise e concessão de benefícios, como aposentadorias, pensões e o Benefício de Prestação Continuada (BPC), além de recursos e revisões. Os atendimentos presenciais, exceto perícia médica, também são afetados.

Decisões anteriores do STJ

No início de julho, o governo federal havia obtido uma decisão semelhante no STJ. O ministro Og Fernandes estabeleceu limites para a greve dos funcionários do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Fernandes determinou que, em dias de paralisação, deve ser mantida uma equipe suficiente para garantir 100% dos serviços essenciais. Entre esses serviços estão o licenciamento ambiental, a gestão das unidades de conservação, o resgate e a reabilitação da fauna, além do controle e prevenção de incêndios florestais e de emergências ambientais.

+ Leia mais notícias de Política em Oeste

Leia mais sobre:

1 comentário
  1. Jorge Augusto Santos
    Jorge Augusto Santos

    Não vão cumprir até porque não tem como medir o efetivo diariamente em todo o Brasil. E essa multa não vai acontecer nunca. Mostra apenas que desconhecem totalmente o país, tbm vivem no mundinho deles isolados da realidade em Brasília

Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade