Apesar de manter indefinido publicamente o nome à sucessão, o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), caminha para indicar o secretário das Cidades, Guto Silva (PSD), ao Palácio do Iguaçu.
Guto tem base junto a prefeitos e já comandou as secretarias de Planejamento e Casa Civil. A eventual escolha tende a isolar outros aliados no PSD. O presidente da Assembleia Legislativa, Alexandre Curi, sinalizou que pode deixar o PSD caso o governador não anuncie sua decisão até o fim do mês.
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O prazo coincide com a janela partidária, período de 30 dias em que parlamentares podem trocar de legenda sem perder o mandato. Curi reafirmou a candidatura e disse que não haverá “racha”, mas admitiu possível “recomposição política”.
Panorama político no Paraná

O ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca, hoje secretário estadual, também é cotado. Ele recebeu convite do PP para disputar o governo. O deputado Ricardo Barros, que comanda o partido no Paraná, negou apoio a Sergio Moro (União-PR), apesar do desempenho do senador nas pesquisas.
Moro, por sua vez, passou a ser visto como possível aliado de Flávio Bolsonaro (PL), que busca fortalecer palanques estaduais. A esquerda se organiza em torno do deputado estadual Requião Filho (PDT), em composição com o PT.
O presidente da Itaipu Binacional, Enio Verri, foi cogitado, mas cedeu espaço à ministra Gleisi Hoffmann, que disputará o Senado a pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
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