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Política

TC-DF cobra explicações do BRB sobre patrocínio em aeroporto

Corte dá prazo ao banco para justificar contrato de sala VIP em meio a questionamentos financeiros

Fachada do prédio do Banco de Brasília (BRB) | Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
Atualmente, o capital social do BRB soma R$ 2,344 bilhões | Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

O Tribunal de Contas do Distrito Federal (TC-DF) determinou que o Banco de Brasília (BRB) apresente explicações sobre o contrato de patrocínio de uma sala VIP no Aeroporto Internacional de Brasília, depois de questionamentos sobre a despesa em meio à situação financeira da instituição.

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A decisão foi tomada em sessão ordinária realizada na última quarta-feira, 15, a partir de representação apresentada pelo deputado distrital Ricardo Vale. O parlamentar apontou possíveis irregularidades na contratação do patrocínio.

O tribunal decidiu ouvir previamente os responsáveis antes de analisar o pedido de medida cautelar. Com isso, o TC-DF determinou que o BRB e a BRB Card apresentem esclarecimentos no prazo de cinco dias.

O TC-DF solicitou a motivação administrativa do contrato e estudos de viabilidade econômica. Também pediu análise de retorno institucional e a compatibilidade da despesa com a situação financeira do banco.

O tribunal também pediu a disponibilização integral do processo administrativo e do contrato firmado, incluindo anexos e eventuais aditivos.

Patrocínio do BRB vira alvo de apuração no TC-DF

Além disso, o TC-DF abriu prazo à concessionária responsável pelo aeroporto, a Inframerica, para que se manifeste sobre o caso, caso considere necessário.

A análise ocorre em meio a questionamentos sobre o uso de recursos da instituição financeira em ações de patrocínio, especialmente diante de alegações de crise econômico-financeira.

O processo seguirá agora para instrução técnica dentro do tribunal, que avaliará os documentos e poderá decidir sobre eventual adoção de medidas cautelares.

Leia mais: “Com impacto de cerca de R$ 30 milhões, governo Lula sanciona lei que amplia vagas em tribunal

O BRB enfrenta pressão financeira e desgaste reputacional em meio a investigações sobre operações com o Banco Master.

Segundo estimativas do Banco Central, a instituição pode precisar provisionar mais de R$ 5 bilhões para cobrir possíveis perdas. O banco também adiou a divulgação de resultados enquanto conduz auditorias internas.

Na quinta-feira, 16, o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa foi preso em operação da Polícia Federal.

Leia mais: “STF marca julgamento de denúncia contra Malafaia por suposta calúnia contra generais

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