Uma decisão do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, explique em até 24 horas por que a prisão de Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, ocorreu fora do prazo estipulado pela Corte. Toffoli destacou insatisfação com o atraso, já que a ordem de prisão havia sido emitida para ser cumprida até a terça-feira 13, e Zettel foi detido apenas na manhã desta quarta-feira, 14, no Aeroporto Internacional de Guarulhos, quando tentava embarcar para os Emirados Árabes Unidos.
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“Causa espécie a esse Relator não só o descumprimento do prazo por mim estabelecido para cumprimento das medidas cautelares ordenadas, posto que resta claro que outros envolvidos podem estar descaraterizando as provas essenciais ao deslinde da causa, como a falta de empenho no cumprimento da ordem judicial para a qual a Polícia Federal teve vários dias para planejamento e preparação, o que poderá resultar em prejuízo e ineficácia das providências ordenadas”, afirmou Toffoli.
Operação Compliance Zero e os alvos das investigações
Durante a Operação Compliance Zero, fase dois, deflagrada nesta quarta-feira, 14, a Polícia Federal executou 42 mandados de busca e apreensão em cinco Estados: São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. Além de Daniel Vorcaro, a operação também realizou buscas contra Natália Vorcaro, irmã do banqueiro, Fabiano Zettel, primo Felipe Cançado Vorcaro e o pai, Henrique Vorcaro.
De acordo com a defesa de Daniel Vorcaro, o banqueiro “tem colaborado integral e continuamente com as autoridades competentes”. Sobre a prisão de Zettel, Toffoli explicou que manter o investigado no Brasil é fundamental para garantir a coleta de provas e o andamento das investigações, determinando ainda o recolhimento do passaporte e a proibição de saída do país.
Toffoli ordenou com todos os materiais apreendidos na nova fase da Operação Compliance Zero sejam “lacrados”
Recentemente, Toffoli viajou à Itália com o advogado do caso Master. Nesta quarta-feira, o ministro também ordenou com todos os materiais apreendidos na nova fase da Operação Compliance Zero sejam “lacrados” e “acautelados” nas dependências da Suprema Corte até “ulterior determinação”.
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