O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), havia negado a deflagração da nova fase da operação da Polícia Federal (PF) contra Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
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Agora, o magistrado acabou recuando e autorizou as diligências realizadas nesta quarta-feira, 14. A mudança na decisão de Toffoli ocorreu depois de a PF apontar “evidência da prática de novos ilícitos, supostamente cometidos pelo investigado”. O pedido teve parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR).
No seu despacho, o ministro reconhece que havia negado parcialmente um pedido anterior, e afirma ter reconsiderado a decisão diante das novas informações apresentadas pela corporação.
“Diante das ponderações da Autoridade Policial e da Procuradoria-Geral da República, reconsidero, em parte, a decisão combatida, para deferir novas diligências na residência do investigado Daniel Bueno Vorcaro”, escreveu Toffoli em sua decisão.
A nova fase da Operação Compliance Zero, segundo a Polícia Federal, envolve a ampliação do escopo das buscas e apreensões, além da atualização de endereços ligados ao banqueiro.
A PF sustenta que a coleta de documentos, registros, mídias e aparelhos eletrônicos é essencial para aprofundar a apuração sobre supostas fraudes financeiras envolvendo o Banco Master e fundos de investimento associados ao caso.
Além disso, em outubro de 2025, um mês antes da megaoperação que prendeu o banqueiro Daniel Vorcaro e da liquidação do Master pelo Banco Central, os investigadores da PF já tinham pedido autorização judicial para investigar o esquema, informou a coluna de Malu Gaspar, de O Globo. O caso ainda não estava no STF.
Toffoli cita “falta de empenho” da Polícia Federal
Em outro despacho, Toffoli criticou o que chamou de “falta de empenho” da Polícia Federal no cumprimento dos mandados de busca e apreensão da segunda fase da operação.
O ministro também determinou que o diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, apresente explicações em até 24 horas sobre o descumprimento de prazos fixados pelo STF.
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O ministro também ordenou que todo o material apreendido na operação fique guardado na sede do Supremo, e não da Polícia Federal, como ocorre tradicionalmente.
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