O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou, nesta sexta-feira, 16, por mais 60 dias, as investigações sobre o Banco Master. A decisão atende a um pedido feito pela Polícia Federal (PF) para ampliar o prazo de apuração.
“Considero que as razões apontadas para a prorrogação, por mais 60 (sessenta) dias, devem ser deferidas”, afirmou Toffoli no despacho.
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O Master teve sua liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central (BC) em novembro de 2025. As apurações seguem sob responsabilidade da PF, que busca esclarecer os fatos relacionados ao caso.
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Nesta quinta-feira 15, Toffoli autorizou a PF a realizar perícia nos materiais recolhidos durante a Operação Compliance Zero. A decisão representa a segunda mudança de orientação do ministro no andamento do inquérito.
No início, Toffoli impediu os policiais de analisar o conteúdo apreendido e ordenou que enviassem todo o material ao STF. Em seguida, ele autorizou o Ministério Público Federal (MPF) a acessar celulares e outros itens recolhidos na operação, cujos mandados partiram do próprio magistrado.
Decisão de Toffoli impõe nova dinâmica ao trabalho da PF
O ministro Dias Toffoli nomeou diretamente quatro peritos da PF para atuar na extração de dados do material apreendido na Operação Compliance Zero.
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A decisão não passou pela direção da corporação, contrariou o protocolo habitual e surpreendeu investigadores. Sem consultar a cúpula da PF, Toffoli designou Luís Filipe da Cruz Nassif, Tiago Barroso de Melo, Enelson Candeia da Cruz Filho e Lorenzo Victor Schrepel Delmutti para a função.
Leia também: “Toffoli, ‘il pizzaiolo’”, artigo de Eugênio Esber publicado na Edição 304 da Revista Oeste
De acordo com o despacho, os peritos “terão livre acesso ao material apreendido” e contarão com apoio direto da Procuradoria-Geral da República na execução dos trabalhos.
Diante disso, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o advogado-geral da União, Jorge Messias, avaliam recorrer da decisão. Para integrantes da PF, o despacho representa interferência direta em atribuições técnicas da carreira pericial.
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Provas escondidas, PF pressionada, TCU e PGR cúmplices da enorme falcatrua. Não vai dar em nada.