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Política

Tragédia didática

Jornalista e advogada critica 'inércia' do poder público em tragédia do Rio Grande do Sul

Rio Grande do Sul decretou estado de calamidade pública por causa das chuvas intensas - mortos
Rio Grande do Sul decretou estado de calamidade pública por causa das chuvas intensas | Foto: Reprodução/Twitter/X

A advogada e jornalista mineira Claudia Wild publicou no Twitter uma crítica à “inércia” do poder público diante da tragédia que atingiu o Rio Grande do Sul. “O que vemos na tragédia gaúcha é simplesmente didático: a União inerte, o governador do Estado preocupado em atualizar sua foto nas redes sociais e o povo colocando a mão na massa”, escreveu Claudia na rede social. 

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Em meio à tragédia climática que atinge o Sul do país, o governador Eduardo Leite (PSDB) teve a ideia de trocar a sua foto de perfil no Facebook. Alvo de críticas, a ação de social media ocorreu na manhã da última sexta-feira, 3. 

eduardo leite troca foto de perfil
O governador gaúcho, Eduardo Leite, em sua mais nova imagem de perfil no Facebook; mudança ocorre em meio à tragédia climática que afeta o Rio Grande do Sul e já foi responsável por 66 mortes | Foto: Reprodução/Facebook/efcleite

A jornalista afirmou ainda que os “heróis anônimos, pessoas físicas e a iniciativa privada” é que estão engajados em salvar vidas no Rio Grande do Sul. “Do outro lado, um presidente inútil dispondo de meia dúzia de gatos pingados para atuar numa tragédia sem precedentes”, julgou.

Ao chegar ao Estado na quinta-feira 2, a primeira declaração pública do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a jornalistas foi sobre futebol. Sem ser perguntado sobre o assunto, o petista afirmou que estava “torcendo pelo Grêmio e pelo Internacional”, times que são, historicamente, rivais no futebol gaúcho.

Em transmissão ao vivo, a repórter Amanda Boeira, do portal Zero Hora, confirmou que, na ocasião, essa foi a única fala de Lula à imprensa. 

Confira a fala de Lula ao chegar ao Rio Grande do Sul:

Número de mortos no RS

O número de vítimas fatais das enchentes no Rio Grande do Sul subiu para 66, de acordo com o último boletim da Defesa Civil do Estado. As autoridades informaram que outras seis mortes estão sob investigação. Enquanto isso, 101 pessoas de diversas regiões continuam desaparecidas. 

Leia mais em: “Leite diz que Rio Grande do Sul vive ‘pior evento’ da história”

As fortes chuvas que atingem o território gaúcho já impactaram 332 dos seus 497 municípios. Além dos óbitos, há registro de 155 feridos. As tempestades afetaram diretamente mais de 707 mil pessoas no Estado. Desse total, mais de 80,5 mil estão desalojadas e outras 15 encontram-se em abrigos temporários.

De acordo com Eduardo Leite, este episódio já é considerado mais devastador que a catástrofe ambiental de setembro de 2023, quando 54 pessoas perderam suas vidas.

Leia também: “Vídeo: telhado desaba no momento do resgate e morador é arrastado por correnteza no RS”

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2 comentários
  1. Luiz Antônio Alves
    Luiz Antônio Alves

    A Oeste é tesemunha de comentários de leitores a respeiito. Barragens mal feitas, não boservando requisitos de segurança e meio-ambiente, dinheiro da corrupção para liberação de licenças, politicagem, etc. E faz tempo. Denúncias no MPF com funcionários membros do aparelho estatal que hoje omanda o Brasil. Depois, a partir das enchentes de setembro, mais uma vez a falha. Barragens construídas bem acima da 14 de julho, no Rio das Antas e outras mais antigas na Bacia do Rio Santa Cruz e Caí, sem monitoramento, sem alarmes. Ora se as cachoeiras em cima da serra em lugares entre 800 e 1000m de altitude despejam água .cpm ruídos estondosos ouvidos a vários quilômetros de distância, era fatal que em poucas horas atingiriam as várzes e vales a 300 kms de distância, ainda mais com a soma das águas de afluentes importantes. Na bacia do Jacuí a mesma coisa. E vou dizer uma coisas para os jornalistas desatentos: o meu avô contava em em 1941 as enchentes em cima da serra foram fortes e a água desceria até o Rio Caí e Guaíba…. não tinha discutssão dos acidentes climáticos, camada de ozônio, etc. E, sou testemunha que sobreviveu às denuncias feitas anos atrás sobre as obraas feitas nas coxas. Nâo é tudo, eu sei, existem outros detalhes que só a engenharia poderia esclarecer, mas só de saber alguma coisa sobre nossos rios já é suficiente para prever desastres. De o homem comum já sabia disto, as autoridades com seus órghãos empilhados de cabos eleitorais também deveria saber.

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