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Política

TRE volta a apontar falhas na prestação de contas de Moro

Para os técnicos, há sete tipos de gastos que não teriam sido esclarecidos pela campanha do ex-juiz

Moro Novo
O então ministro da Justiça, Sergio Moro, durante entrega do pacote anticrime, na Comissão de Constituição e Justiça do Senado - 27/03/2019

A área técnica do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná voltou a se manifestar nesta terça-feira 22 pela reprovação da prestação de contas da campanha eleitoral do senador eleito Sergio Moro (União Brasil-PR).

No início deste mês, o setor já havia apontado ausência de documentos e inconsistências nos dados. Moro apresentou sua defesa, mas ela foi rejeitada pela segunda vez.

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Para os técnicos, há infração grave nas prestações de contas do ex-juiz. O relatório indica sete tipos de gastos que não teriam sido esclarecidos, além de fazer ressalva a outras três ocorrências, de acordo com o jornal Folha de S.Paulo.

Moro terá três dias para apresentar uma nova defesa. Em seguida, o parecer da área técnica será encaminhado para a Procuradoria Regional Eleitoral do Paraná, que deverá se manifestar sobre o caso. Quando voltar ao TRE, o processo será apreciado em plenário.

Entre os questionamentos, o relatório aponta R$ 162 mil recebidos pelo candidato por meio de doação feita pela direção estadual do União Brasil e por uma pessoa física. A quantia não foi citada no relatório parcial de contas entregue por Moro.

Em resposta à Corte, a campanha afirmou que os pagamentos foram efetivados após a apresentação da prestação de contas parcial e, por isso, as doações foram sinalizadas tardiamente. A área técnica do TRE, porém, rejeitou a argumentação.

O relatório também afirma que o ex-juiz frustrou medidas de controle, transparência e fiscalização, ao apresentar uma divergência de cerca de R$ 280 mil entre os gastos com adesivos, produção de programas de rádio e televisão, eventos eleitorais e fundo de caixa.

A campanha, por sua vez, se defendeu afirmando que a crítica à divergência “não condiz com a realidade”, já que as diferenças expressas na prestação de contas final seriam decorrentes de “ajustes, recomposição dos serviços ou o seu cancelamento”.

“Todavia, em que pese essa ocorrência, inexistiu qualquer omissão ou intuito de prejudicar a fiscalização pela Justiça Eleitoral, de modo que a omissão restou superada pela indicação completa dos gastos na prestação de contas final”, afirmou Moro, em sua defesa.

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5 comentários
  1. Napoleão Peres Vanti
    Napoleão Peres Vanti

    Isso é só o começo, o TSE vai tentar impugnar todos nossos politicos eleitos de direita para tentar nos calar. Ñ podemos deixar isso acontecer, precisamos denunciar e se for o caso ir as ruas para mostrar que ñ somos manés.

  2. Ronaldo Pereira De Almeida
    Ronaldo Pereira De Almeida

    QUEREM CASSAR O MORO POR SER HONESTO ,ENQUANTO ISSO A QUADRILHA SE LOCUPLETA

  3. Renata Thomaz
    Renata Thomaz

    Obviamente é perseguição… Até hoje, não foram esclarecidas contas milionárias petista em escritório no Ceará, que no endereço indicado havia prédio abandonado … Isso é muito mais não foi esclarecido até hoje.

  4. Antônio Davi Roland De Brito
    Antônio Davi Roland De Brito

    Paulo Martins assumiria a vaga de Sérgio Moro o Senado em caso de cassação no TSE?

  5. Paulo
    Paulo

    O sistema é bruto, só os corruptos tem vez e voz nesse país!

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