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Política

Tribunal adia julgamento que pode cassar mandato de Moro

Ainda não há previsão para análise do processo que pode tornar o ex-juiz da Lava Jato inelegível até 2030

cassação moro | Moro é acusado de ter feito gastos excessivos durante o período da pré-campanha eleitoral ao pleito de 2022 | Foto: Reprodução/Twitter/X
Moro é acusado por gastos excessivos durante o período da pré-campanha eleitoral ao pleito de 2022 | Foto: Reprodução/Twitter/X

O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) adiou o julgamento das ações que podem resultar na cassação do mandato do senador Sergio Moro (União). Agora, a Corte não tem uma nova data para analisar o caso.

Inicialmente, o julgamento de Moro seria em 19 de fevereiro. Contudo, nesta quarta-feira, 31, o desembargador Wellington Emanuel Coimbra de Moura, em um de seus últimos atos na presidência do TRE-PR, antecipou a sessão para a próxima quinta-feira, 8, antes do Carnaval. Somente com a equipe completa o TRE-PR deve julgar o caso.

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Leia também: “Moro pode se tornar ‘ficha suja’ e inelegível até 2030

A decisão de retirar o julgamento da pauta foi do desembargador Sigurd Roberto Bengtsson. Ele deve assumir a presidência do TRE-PR nesta sexta-feira, 2.

A escolha do nome cabe ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e precisa obedecer às opções de uma lista tríplice a mando do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Isso deve ocorrer no decorrer das próximas horas.

O adiamento da entrada do novo magistrado escolhido pelo presidente da República pode permitir a Moro uma virada no processo.

Possível cassação de Moro se deve a “gastos excessivos” em pré-campanha

moro | Mesmo se o TRE-PR decidir cassar o mandato de Moro e aprovar a sua inelegibilidade, ambas as ações podem ser suspensas pelo recurso ao TSE | Foto: Roque de Sá/Agência Senado
Mesmo se o TRE-PR decidir cassar o mandato de Moro e aprovar a sua inelegibilidade, ambas as ações podem ser suspensas pelo recurso ao TSE | Foto: Roque de Sá/Agência Senado

O ato judicial é de autoria do Partido dos Trabalhadores (PT) e do Partido Liberal (PL). As duas siglas sustentam que o parlamentar teve “gastos excessivos” durante a pré-campanha. Conforme as legendas, houve um desequilíbrio da disputa entre os concorrentes à cadeira em jogo para o Senado pelo Paraná na disputa eleitoral em 2022.

Moro, que nega as acusações de abuso de poder econômico, chegou a ser pré-candidato a presidente. Nesse período, de pré-campanha eleitoral, ele estava filiado ao Podemos de São Paulo. No último dia hábil para mudança de partido, o ex-juiz e ex-ministro da Justiça migrou para o União Brasil do Paraná e se candidatou a senador. Moro foi eleito com 33% vos votos válidos, superando Paulo Eduardo Martins (PL) e Álvaro Dias (Podemos), que tiveram 29% e 23% dos votos, respectivamente.

Leia mais: “Advogado de Moro diz que precedente por eventual cassação do senador ‘pegará mais gente’”

De acordo com Moro, em depoimento à Justiça Eleitoral, ele já era bastante conhecido “no Paraná ou no Brasil inteiro sem uma pré-candidatura presidencial”. Na ocasião, o senador fez referência à Operação Lava Jato, que evidenciou o seu nome no combate à corrupção.

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O Conselho Nacional de Justiça vai investigar se Moro usou a magistratura com fins político-partidários. Além disso, o órgão deve averiguar se o senador cometeu irregularidades na gestão das multas dos acordos de delação e leniência homologados na Lava Jato.

Leia também: “O homem cordial”, artigo de Rodrigo Constantino publicado na Edição 195 da Revista Oeste

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1 comentário
  1. PAULO ARAUJO
    PAULO ARAUJO

    Já fui um admirador do ex magistrado hoje senador,mas em minha humilde opinião ele jamais deveria ter deixado seu cargo como Juiz para adentrar na política. ! Peixe de água doce não deve se aventurar em água salgada…! Tai no que deu. Agora nem uma coisa nem outra. E se candidato fosse a algum cargo não votaria nele nem para juiz de jogo de botão.!

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