publicidade
Política

Trump quer pressionar Maduro com o apoio de Lula

Questões econômicas relacionadas ao petróleo estariam por trás da nova política externa do governo republicano, em que o Brasil aparece como parte estratégica na formação de uma aliança regional capaz de desmontar a ditadura na Venezuela

De acordo com membros do Partido Republicano, futuro governo de Donald Trump vê o Brasil como país estratégico na formação de uma aliança regional que pressione a Venezuela e desmonte o regime do ditador Nicolás Maduro | Fotomontagem: Reprodução/Redes sociais
De acordo com membros do Partido Republicano, futuro governo de Donald Trump vê o Brasil como país estratégico na formação de uma aliança regional que pressione a Venezuela e desmonte o regime do ditador Nicolás Maduro | Fotomontagem: Reprodução/Redes sociais

A partir de 20 de janeiro de 2025, uma segunda-feira, dia em que o governo de Donald Trump assumirá novamente o comando da Casa Branca, a área de política externa já tem uma missão bem definida: pressionar a Venezuela.

Membros do Partido Republicano receberam instruções de dar atenção total ao regime de Nicolás Maduro. Por trás da energia a ser dispensada está um objetivo muito claro: reunir forças na América Latina para desestruturar o sistema vigente em  Caracas.

Receba nossas atualizações

Trump vai querer um Brasil mais influente

Nesse contexto, fontes diplomáticas sugerem que o governo brasileiro, aliado da ditadura venezuelana, se prepare: Trump vai exigir o apoio e o esforço de Lula em manobras para neutralizar o poder de Maduro e restabelecer a democracia no país sul-americano.

Embora o partido de Trump tenha ficado relativamente satisfeito com a postura do Brasil, ao não reconhecer formalmente a vitória de Maduro nas eleições de julho deste ano, isso é pouco. Os republicanos querem uma atuação mais clara e incisiva. 

Política externa pretende facilitar acesso ao petróleo

Por trás dessa exigência está um plano que tem relação direta com a estratégia econômica do novo mandato de Trump. Isto é, depender menos do petróleo importado do Oriente Médio.

Um dos objetivos do governo Trump seria estabilizar as relações com a Venezuela para viabilizar o acesso ao petróleo, reduzindo a dependência em relação ao Oriente Médio | Foto: Reprodução/Redes sociais
Um dos objetivos do governo Trump seria estabilizar as relações com a Venezuela para viabilizar o acesso ao petróleo, reduzindo a dependência em relação ao Oriente Médio | Foto: Reprodução/Redes sociais

A Venezuela é dona das maiores reservas de óleo no mundo. Contudo, sua instabilidade política, principalmente em relação aos Estados Unidos, inviabiliza um abastecimento mais barato e estável. Logo, quebrar as barreiras impostas por Maduro seria um importante passo na política energética.

Conforme análise de parlamentares republicanos, o governo Trump vai fazer o que o governo Joe Biden não teve competência, ou seja, destravar o fluxo entre os dois países. Os democratas até negociaram um acordo com Maduro. Apesar disso, não houve resultados efetivos. 

O Acordo de Barbados, por exemplo, firmado em outubro de 2023, estabelecia eleições livres na Venezuela em troca da suspensão de quase mil sanções norte-americanas ao regime do ditador Maduro. Contudo, segundo a avaliação de conselheiros de Trump, Maduro enganou Biden e promoveu eleições que parte da comunidade internacional classifica como fraudulentas.  

+ Leia mais notícias de Política na Oeste

A equipe de Trump vai tentar negociar, dizem analistas. Mas isso se daria dentro de uma temperatura mais elevada do ponto de vista diplomático. A ideia é construir e fortalecer uma coalizão regional, em que se descartam hipóteses de conflito armado, mas consideram-se fortemente a participação e a influência do Brasil no processo.

Leia mais sobre:

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.
Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.