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Política

TSE julga suspensão de pesquisa sobre Flávio nesta terça-feira, 9

Análise está no plenário do tribunal, que vai decidir se a metodologia do levantamento descumpriu normas da legislação eleitoral

À esquerda, o ministro Kassio Nunes Marques; à direita, o senador Flávio Bolsonaro | Fotos: Reprodução/Wikimedia Commons
À esquerda, o ministro Kassio Nunes Marques; à direita, o senador Flávio Bolsonaro | Fotos: Reprodução/Wikimedia Commons

O plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve analisar nesta terça-feira, 9, a decisão liminar do presidente da Corte, ministro Kássio Nunes Marques, que suspendeu a divulgação de uma pesquisa da AtlasIntel sobre intenção de voto que envolve o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

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A análise está no plenário, que decidirá se a metodologia do levantamento descumpriu normas da legislação eleitoral. O debate gira em torno do modo como a pesquisa relacionou opiniões eleitorais a episódios do cotidiano, incluindo menção a pedidos de dinheiro feitos por Flávio a Daniel Vorcaro, do Banco Master, para o financiamento do filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Suspeitas sobre manipulação e metodologia

Fachada do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) | Foto: Divulgação/TSE

Nunes Marques atendeu a um pedido do Partido Liberal (PL) e apontou indícios de possível manipulação dos entrevistados pelo questionário aplicado pela AtlasIntel. O ministro determinou a retirada da pesquisa dos sites oficiais e estabeleceu dois dias para a empresa explicar sua metodologia.

O levantamento, registrado sob o número BR-06939/2026, ocorreu entre 13 e 18 de maio, com divulgação em 19 de maio. A decisão do TSE é liminar e aguarda avaliação do plenário, composto por ministros como André Mendonça, Dias Toffoli, Antonio Carlos Ferreira, Villas Bôas Cueva, Floriano de Azevedo Marques e Estela Aranha.

A AtlasIntel utiliza a internet para recrutar entrevistados, que respondem a questionários extensos por meio de anúncios em sites nacionais.

De acordo com especialistas, a ordem das perguntas pode influenciar respostas sobre intenção de voto, especialmente quando temas políticos são abordados antes dessa questão. No entanto, a AtlasIntel afirma que a avaliação dos candidatos ocorreu antes de qualquer exposição dos participantes ao áudio relacionado a Flávio Bolsonaro.

Leia também: “O crime e o voto”, artigo de Alexandre Garcia publicado na Edição 325 da Revista Oeste

Em nota, a empresa declarou que cumpre a decisão do ministro e que colabora com a Justiça Eleitoral. Além disso, negou indução dos entrevistados e explicou que apresentou o áudio entre Flávio e Vorcaro em fase voluntária e separada da pesquisa, usando a ferramenta Atlas VRC para medir reações audiovisuais.

1 comentário
  1. Luiz Antônio Alves
    Luiz Antônio Alves

    A revista teria condições de apresentar os questionários da pesquisa? Existe duas respostas combinadas em que o entrevistado do pt, por exemplo, poderá gostar das duas, quando na verdade deveria responder a um só.

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