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Política

TSE suspende julgamento sobre cassação do governo de Roraima

Pedido de vista interrompe análise; voto diverge sobre inelegibilidade e novas eleições

Plenário do Tribunal Superior Eleitoral, em Brasília | Foto: Divulgação/TSE
Plenário do Tribunal Superior Eleitoral, em Brasília | Foto: Divulgação/TSE

O plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) suspendeu, nesta terça-feira, 14, o julgamento sobre a eventual cassação da chapa eleita para o governo de Roraima em 2022, formada por Antonio Denarium (Progressistas) e Edilson Damião (Republicanos). A análise foi interrompida depois de pedido de vista da ministra Estela Aranha.

Os dois haviam sido cassados pelo Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR) em Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) movida pela coligação Roraima Muito Melhor, que apontou abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. 

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TSE: como votou o ministro Nunes Marques

Segundo a denúncia, a chapa teria utilizado a máquina pública para obter vantagem eleitoral, com uso dos programas sociais “Cesta da Família” e “Morar Melhor”. O TRE também declarou a inelegibilidade de Denarium e determinou a realização de novas eleições.

O julgamento foi retomado com o voto-vista do ministro Nunes Marques, que defendeu a absolvição de Edilson Damião — hoje governador — e a manutenção apenas da inelegibilidade de Denarium, que renunciou ao cargo para disputar o Senado nas eleições deste ano. Com isso, o ministro rejeitou a convocação de eleição suplementar no Estado.

Leia também: “Hora de partir”, artigo de Augusto Nunes publicado na Edição 317 da Revista Oeste

Em seu voto, Nunes Marques afirmou não haver prova de participação, anuência ou ciência do então vice-governador nas condutas investigadas. Destacou ainda que Damião exerce atualmente o governo de forma permanente depois da renúncia de Denarium em 27 de março, classificando o fato como “institucional novo e juridicamente relevante”.

Segundo o ministro, eventual alternância no comando do Executivo estadual por decisão judicial poderia gerar instabilidade política, institucional, econômica e jurídica, sobretudo diante da proximidade das eleições de 2026.

O julgamento no TSE teve início em agosto do ano passado, quando a então relatora, ministra Isabel Gallotti, votou por manter integralmente a decisão do TRE-RR. Ela apontou, entre as irregularidades, distribuição de cestas básicas e benefícios, reforma de casas de famílias de baixa renda, repasse de quase R$ 70 milhões a 12 dos 15 municípios do Estado sem critérios legais e extrapolação de gastos com publicidade.

Em novembro, o ministro André Mendonça apresentou voto-vista que acompanha parcialmente a relatora. Ele defendeu o afastamento imediato de Denarium e Damião, a execução da decisão independentemente da publicação do acórdão e a comunicação urgente ao TRE-RR para adoção das providências necessárias à realização de novas eleições.

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