publicidade
Política

Unafisco exige revogação de medidas impostas por Moraes

Representante dos auditores fiscais alega que ministro antecipou pena antes do início do processo: ‘Exposição precoce’

O presidente da Unafisco, Kleber Cabral: julgamento antecipado de Moraes | Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
O presidente da Unafisco, Kleber Cabral: julgamento antecipado de Moraes | Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

A Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Unafisco) divulgou nota nesta sexta-feira, 27, em que pede a revogação das medidas cautelares impostas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes ao auditor-fiscal Ricardo Mansano de Moraes.

A manifestação ocorreu depois de reportagem na imprensa informar que o suposto esquema de venda de dados sigilosos envolveria servidores terceirizados, e não um grupo estruturado dentro da Receita Federal. 

Receba nossas atualizações

Para a Unafisco, caso não tem relação com o Supremo

Segundo depoimentos prestados à Polícia Federal (PF), um vigilante e um atendente de uma agência da Receita no Rio de Janeiro, ambos terceirizados, admitiram ter cobrado R$ 250 por CPF para fornecer declarações de Imposto de Renda.

Entre os dados comercializados estariam informações relativas a Viviane Barci, esposa de Moraes, e a Rodrigo Fux, filho do ministro Luiz Fux. De acordo com os relatos, o esquema ocorria há anos e não teria relação com ataques ao Supremo.

Leia também: “A República de Gilmar”, reportagem publicada na Edição 311 da Revista Oeste

Na nota, a Unafisco critica a divulgação do nome do auditor-fiscal investigado. “A exposição precoce do nome do auditor-fiscal produziu danos morais e profissionais evidentes. A reputação de um agente público, construída ao longo de anos, não pode ser tratada como detalhe colateral de uma investigação”. 

Para a associação, a medida imposta ao servidor equivale, na prática, ao cumprimento antecipado de uma pena em regime semiaberto, antes mesmo do início da instrução processual. Depois da deflagração da operação, o presidente da Unafisco, Kleber Cabral, concedeu entrevistas com críticas à condução do caso pelo STF. 

Leia ainda: “Não se intimide, ministro”, artigo de Augusto Nunes publicado na Edição 311 da Revista Oeste

O caso tramita no âmbito do chamado inquérito das fake news, em curso há sete anos e alvo de questionamentos. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) pediu o encerramento da investigação. Já o subprocurador Lucas Furtado apresentou representação ao Tribunal de Contas da União (TCU) solicitando apuração sobre “os impactos administrativos e financeiros decorrentes da atuação de ofício do STF”.

Na conclusão da nota, a Unafisco sustenta que o combate a ilícitos deve observar critérios de equilíbrio, proporcionalidade e responsabilidade na divulgação de informações, sob pena de danos ao servidor investigado e à credibilidade das instituições.

+ Leia mais notícias de Política na Oeste

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.
Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.