Nesta terça-feira, 15, o presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, revelou ter sido pressionado por parlamentares do PL a divulgar as interpelações da sigla ao sistema eleitoral.
“Pressionado pelos deputados, vazou essa informação de que eu teria essa dúvida nas urnas eletrônicas”, disse, durante audiência do núcleo 4 da ação penal que trata da suposta tentativa de golpe de Estado, no Supremo Tribunal Federal (STF). “Isso foi, inclusive, contra a minha vontade. Mas, como tinha uma pressão muito grande dos deputados para que a gente deixasse público aquilo, foi feito então esse movimento.”
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Costa Neto depôs como testemunha de defesa do engenheiro Carlos Rocha, presidente do Instituto Voto Legal (IVL), responsável pela auditoria das urnas a pedido do PL.
Rocha é réu no STF, por causa do estudo, que é citado na denúncia da Procuradoria-Geral da República. O técnico afirma que não há provas contra ele.
Valdemar Costa Neto diz que instituto foi contratado por critérios técnicos

Ainda na oitiva, Costa Neto reafirmou que o IVL foi contratado com base em critérios técnicos.
“Não tinha ninguém no mercado para fazer esse trabalho”, disse Costa Neto. “Fui informado, contudo, por Marcos Pontes, que ele era colega de dois engenheiros do Instituto Tecnológico da Aeronáutica, e ambos teriam conhecimento das urnas.”
Ainda de acordo com Costa Neto, o documento técnico que interpelou o sistema eleitoral brasileiro acabou sendo divulgado por pressão de parlamentares da legenda.
Leia também: “É proibido modernizar a urna eletrônica?”, reportagem publicada na Edição 69 da Revista Oeste





































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